Por MRNews
Menino autista encontrado biodigestor no Paraná será submetido a exames; polícia investiga circunstâncias da morte
A morte do menino João Gabriel Ferreira dos Santos, de apenas 5 anos, continua sendo investigada pelas autoridades do Paraná. A criança, que era autista não verbal, foi encontrada sem vida na tarde de terça-feira (28), dois dias após desaparecer na área rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
Embora a principal hipótese seja de afogamento, a Polícia Civil informou que exames periciais serão fundamentais para esclarecer se houve algum fator anterior que possa ter contribuído para a morte do menino.
Necropsia deve esclarecer dinâmica da morte
Segundo as autoridades, o corpo da criança foi encaminhado para exame de necropsia, que deverá indicar se o afogamento ocorreu de forma isolada ou se existem indícios de outros acontecimentos que possam ter antecedido a morte.
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Além da perícia no corpo, investigadores também analisam depoimentos de familiares, testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento da região.
O objetivo é reconstruir os últimos momentos de João Gabriel e determinar exatamente como ocorreu a tragédia.
Corpo foi encontrado durante buscas
João Gabriel desapareceu no domingo (26), após sair de casa para utilizar o banheiro localizado na parte externa da residência onde morava com a família.
Como a criança não retornou, familiares acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros, dando início a uma grande operação de buscas.
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Durante dois dias, bombeiros, policiais, voluntários, cães farejadores, drones com câmera térmica, helicóptero e equipamentos especializados percorreram a área na tentativa de localizar o menino.
Na tarde de terça-feira, o corpo foi encontrado durante o esvaziamento da água acumulada sobre a lona de um biodigestor situado a cerca de 70 metros da residência da família.
Local apresentava acúmulo de água
O biodigestor fica em uma propriedade rural onde funciona uma granja, local em que os pais de João Gabriel trabalham e residem.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a lona que cobre a estrutura havia sido perfurada, permitindo o acúmulo de água da chuva sobre sua superfície.
Essa água formou uma espécie de poça com aproximadamente dois metros de profundidade, dificultando o trabalho das equipes de resgate devido ao elevado nível de contaminação.
Foi somente após o bombeamento da água que o corpo da criança foi localizado.
Área possuía abertura na cerca
Embora o biodigestor estivesse cercado, os bombeiros informaram que havia uma abertura por onde a criança poderia ter acessado o local.
Esse detalhe também será analisado durante a investigação, juntamente com todas as condições de segurança existentes na propriedade.
A Polícia Científica realizou perícia completa na área logo após a localização do corpo.
Investigação continua
Durante as buscas, diversas hipóteses foram avaliadas pelas autoridades.
Os investigadores confirmaram, por exemplo, que uma pessoa monitorada por tornozeleira eletrônica esteve na região no período do desaparecimento. No entanto, até o momento, não há informações que relacionem essa presença à morte da criança.
A Polícia Civil aguarda agora os laudos periciais para definir os próximos passos da investigação.
Caso comoveu o Paraná
O desaparecimento de João Gabriel mobilizou toda a comunidade local e ganhou repercussão em diferentes regiões do país.
Por ser uma criança autista não verbal, as buscas receberam ampla divulgação nas redes sociais e contaram até mesmo com o acionamento do sistema Amber Alert, utilizado para ampliar a divulgação de casos de desaparecimento de crianças.
A confirmação da morte provocou grande comoção entre familiares, moradores da região e pessoas que acompanharam as buscas nos últimos dias.
Enquanto aguardam os resultados dos exames periciais, as autoridades reforçam que todas as circunstâncias serão analisadas para esclarecer completamente como ocorreu a morte do menino.
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