A Prefeitura de Campo Grande realizou nesta quarta-feira (27) a 1ª Reunião de Trabalho Social com as 40 famílias selecionadas para o Condomínio Vila da Melhor Idade “Marilda Torres de Deus”.O encontro foi na sede da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) e integra a etapa de pré-ocupação do empreendimento de locação social, com objetivo de preparar os futuros moradores para a nova rotina.
Para o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários, Claudio Marques, essa etapa é essencial para garantir acolhimento e segurança às famílias contempladas. “Nessas reuniões apresentamos toda a equipe que irá acompanhar os moradores, além de orientar e esclarecer dúvidas sobre essa nova fase. Tudo isso é pensado para que esses moradores sejam acolhidos da melhor maneira possível, com dignidade, cuidado e qualidade de vida”.
Histórias de espera e recomeço
Para os idosos selecionados, a reunião representou o fim de uma longa espera por moradia digna e o início de uma nova fase da vida.
A aposentada Olinda Gomblanc de Oliveira, de 74 anos, destacou que o diferencial do projeto é a rede de apoio prevista para o residencial.
“Fiquei muito feliz. Achei tudo muito importante, porque não vai ser apenas um condomínio. Vai existir todo um cuidado com a gente. Teremos acompanhamento psicológico, atendimento médico, assistente social e muitas outras coisas. Estou muito feliz com tudo o que vi. Uma transformação de vida”, afirmou Olinda.
Já a futura moradora Sueli Cajueiro da Silva, de 61 anos, aguardava a oportunidade há anos e comemorou as atividades de lazer previstas na programação do espaço.
“Isso pra mim é uma vitória. Esperei muitos anos e passei por muita coisa. Agora é só esperar esse sonho acontecer. Gostei de tudo o que apresentaram, principalmente do acompanhamento que está sendo planejado. Disseram que vai ter baile e atividades de convivência. Vai ser muito bom”, celebrou Sueli.
A emoção também marcou o depoimento de Odilze Reis Vera, de 62 anos, que relembrou o tempo em que aguarda pelo benefício.
“Essa foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Fiz minha primeira inscrição quando meu filho tinha apenas quatro anos, e hoje ele já é casado. Achei muito interessante porque muitas vezes é difícil para nós termos acesso a tantos serviços sem precisar ir longe. Vai ser uma bênção”, relatou Odilze.
Adaptação e regras de convivência
De acordo com a EMHA, o acompanhamento prévio é fundamental para garantir a segurança e o acolhimento das famílias. Nas próximas reuniões, os moradores vão votar o regimento interno do condomínio e participar do sorteio de designação dos apartamentos.
A assistente social da EMHA, Ana Karoline Bruneri, explicou que o processo leva em conta as especificidades de cada idoso, já que muitos nunca residiram em um condomínio fechado. Pessoas idosas com deficiência, por exemplo, terão prioridade para ocupar as unidades localizadas no pavimento térreo.
