Programa Banco de Materiais Solidário entrega dez latas de tinta para munícipes em situação de vulnerabilidade social – Agência de Notícias



30 de dezembro de 2025

16:09

Por: Michelle Alves

 

A Prefeitura de Sorocaba, por meio do programa Banco de Materiais Solidário, contemplou dez munícipes em situação de vulnerabilidade social e com CadÚnico (Cadastro Único), no último dia 22 de dezembro, com a entrega de dez latas de 18 litros de tinta acrílica.

 

Realizada por meio das secretarias de Serviços Públicos e Obras (Serpo), da Cidadania (Secid), de Governo (Segov) e da Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), com apoio do Fundo Social de Solidariedade (FSS), a iniciativa atende a Lei Municipal nº 12.946/2023, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 30.410/2025, e tem por objetivo reaproveitar as sobras de materiais da construção civil em benefício da população, por meio de armazenamento e redistribuição dos mesmos.

 

O processo para solicitar o recebimento de materiais de construção é feito por inscrições on-line. O próximo lote será divulgado, em breve, de acordo com o estoque de doações recebidas pelo Fundo Social.

 

O repasse dos materiais do Banco é realizado, preferencialmente, à população em situação de vulnerabilidade social, residentes e domiciliados no município de Sorocaba, pelo período mínimo de um ano, com CadÚnico devidamente atualizado até 90 dias antes da data da inscrição, com renda igual ou inferior a dois salários-mínimos ou per capita de meio salário-mínimo nacional vigente.

 

Dúvidas poderão ser esclarecidas por meio dos telefones: (15) 3331-7030 e (15) 3218-6104. Já os interessados em realizar doações ao programa Banco de Materiais Solidário podem contatar o FSS pelos telefones: (15) 99108-4462 e (15) 3238-2503.

Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.

A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.

A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.

O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

Maior réveillon do mundo, Rio poderá ter chuva com ressaca

Por MRNews

 Após o livro dos recordes (Guinness World Records) reconhecer a passagem de ano na cidade do Rio de Janeiro como maior réveillon do planeta, moradores e visitantes da Cidade Maravilhosa poderão assistir em alguns pontos da urbe chegada de 2026 sob chuva.

A previsão do tempo, divulgada pelo Centro de Operações e Resiliência (COR) da Prefeitura do Rio, é de que o último dia do ano e a madrugada do dia 1º transcorrerá sob céu “parcialmente nublado a nublado”, com ameaça de “pancadas de chuva isoladas”, vento “moderado” na direção oeste-noroeste e temperatura estável.

A Defesa Civil alerta o risco de ressaca, a partir da tarde, na faixa de mar que vai do Rio ao município de Arraial do Cabo (Região dos Lagos). São esperadas ondas de 2,5m. O aviso é de que turistas e moradores evitem “entrar no mar durante o período de maré alta.”

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No momento da virada da folhinha, à 0h de 2026, a temperatura será de 26,7°C com sensação de 29,5ºC a dois metros do solo, informa o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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Para a maior parte do território do Estado do Rio de Janeiro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) traz aviso meteorológico de “perigo” de chuva.

Além do Estado do Rio, o alerta vale para uma faixa que começa na ponta leste de Mato Grosso e se estende por Goiás na direção de Minas Gerais e São Paulo até atingir o litoral norte paulista e quase toda faixa litorânea fluminense (exceção na ponta norte).

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Conforme o Inmet, há perigo de chuva também no interior a oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, assim como também nas partes litorânea dos territórios catarinense e paranaense. Longe do Sul e do Sudeste, o mesmo alerta está em grande parte do Estado do Amazonas.

Do litoral do Espírito Santo até a metade sul do litoral do Amapá a previsão é de não haver chuva. Nessa extensa faixa, a única capital que poderá ter chuva hoje é Fortaleza, “perigo potencial”, conforme o Inmet.

 

 

Forró Verão fortalece turismo de João Pessoa e se firma como destino regional

Em sua terceira edição, o Forró Verão já se consolidou como um grande sucesso da Capital paraibana, tornando-se parte do calendário oficial de eventos da cidade. Realizado pela Prefeitura da Capital, por meio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e de outras secretarias municipais, o festival tem movimentado de forma significativa diversos setores da economia local, com destaque para o turismo. A cada edição, o evento registra crescimento de público e impacto econômico, fortalecendo a imagem de João Pessoa como destino turístico regional e colocando a cidade em evidência no cenário nacional, como uma verdadeira vitrine para o Brasil.

Para aqueles que fazem o evento acontecer, a expectativa deste ano é que o fluxo de turistas seja ainda maior. Isso porque, além da história de êxito das versões anteriores, a programação de 2026 vem trazendo vários ‘nomes de peso’ da música nacional. De acordo com a Secretaria de Turismo de João Pessoa (Setur-JP), a previsão é que todos os recordes sejam ultrapassados nos diferentes setores da economia local.

Em sua última pesquisa sobre o fluxo de turistas que vem desembarcando em João Pessoa, a Setur constatou lotação máxima nos voos (oriundos de diferentes pontos do Brasil), bem como o crescente número de passageiros que chegam ao terminal rodoviário (vindos especialmente de São Paulo e do Rio de Janeiro).

Para o secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo, o Forró Verão é um evento que veio para ficar. “Embora a celebração junina seja uma festa comemorada tradicionalmente no meio do ano, essa visão do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Leo Bezerra, de trazer um evento de forró para o verão da Capital, acaba beneficiando as pessoas que vêm de fora, mas que não têm oportunidade de viajar no meio do ano. Daí, durante o mês de janeiro, em plena temporada de verão, elas podem, finalmente, curtir um pouco da cultura paraibana, em especial do nosso forró”, afirmou.

O secretário diz estar muito feliz com a evolução do festival e destaca a qualidade das atrações em 2026. Após fazer uma breve pesquisa sobre o ‘trade’ (atividades comerciais), especialmente dos hotéis, Vitor Hugo afirmou que a ocupação hoteleira estará em torno de 100% nos finais de semana de janeiro. “O nosso São João fora de época já está consolidado. Começou com 80 mil pessoas e a expectativa, hoje, é de mais de 300 mil por noite”, garante.

No ano de 2025, a ocupação hoteleira da Capital já alcançou números acima da média. Inclusive, alguns hotéis ligados à Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Paraíba (ABIH-PB) têm registrado quase 100% de ocupação nos finais de semana. Da mesma forma, o Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto vem apresentando um crescimento expressivo na movimentação de passageiros (em relação ao mesmo período do ano passado).

Ainda segundo informações da Secretaria, as linhas aéreas Gol, Latam e Azul estão ofertando cerca de 500 mil assentos durante o Verão 2025/2026. Ao todo, 14 aeroportos serão atendidos durante o período de alta estação. Porém, o grande destaque da temporada são os voos diretos que, pela primeira vez na história, vão conectar a capital paraibana ao sul do Brasil.

Atrações – O Festival Forró Verão começa neste sábado (3) e segue até o dia 31 de janeiro, no palco montado nas areias da praia de Tambaú. Nesse primeiro dia, se apresentam a Banda Magníficos, Encantu’s, Aduílio Mendes e Fabiana Souto. Para conferir a programação completa, acesse o link: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/destaque/festival-forro-verao-2026/.

Moraes nega pedido de defesa Bolsonaro para receber visita de sogro

Por MRNews

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou na manhã desta quarta-feira (31) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber seu sogro, Vicente Reinaldo, no hospital privado DF Star, em Brasília, onde está internado desde a véspera de Natal para realização de procedimentos cirúrgicos. O pedido de visita do pai de Michelle Bolsonaro foi apresentado ao STF nesta terça-feira (30).

Na última semana, o ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenar a trama da tentativa de golpe de Estado.

Na decisão publicada nesta manhã, o ministro justificou por que o apenado não pode receber visitas extras, mesmo estando em um hospital, e não em uma unidade prisional, o que gera um regime excepcional de custódia. O motivo é a “necessidade de garantir a segurança e a disciplina”.

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 “No caso concreto, o apenado encontra-se internado em unidade hospitalar, circunstância que impõe regime excepcional de custódia, distinto daquele existente no estabelecimento prisional, submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas. Dessa forma, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado.”

Internado no Hospital DF Star desde a quarta-feira da semana passada, o ex-presidente passou por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e, também, realizou outros três procedimentos para tentar conter crises persistentes de soluços, por meio do bloqueio do nervo frênico – responsável pelo controle do diafragma, músculo que atua na respiração. 

Visitas autorizadas

Em decisão de 24 de dezembro, o ministro Moraes já autorizava a internação e as visitas de todos os cinco filhos do ex-presidente, desde que observadas as regras gerais estabelecidas pelo Hospital DF Star para todos os pacientes e com a proibição expressa de ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos.

O ministro também autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça no hospital como acompanhante de Jair Bolsonaro durante todo o período de internação, para recuperação cirúrgica do cônjuge.

Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

Tradição e fé impulsionam busca por banhos e ervas no fim de ano

O último boletim médico, no início da noite de terça, não cita previsão de alta do ex-presidente, que segue em cuidados pós-operatórios.

Agência Minas Gerais | Contribuintes deverão incluir obrigações acessórias do IBS nos documentos fiscais a partir de janeiro de 2026

Começa a vigorar em 1/1/2026, em fase de transição e testes, a Reforma Tributária do Consumo, instituída pela Emenda Constitucional 132/2023.

A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) alerta que, a partir desta data, os contribuintes deverão incluir nos documentos fiscais eletrônicos já utilizados (como NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e) as obrigações acessórias relacionadas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), conforme o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1, de 22/12/2025.

“Em todas as etapas da Reforma Tributária do Consumo, o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda, participou ativamente, integrando e liderando grupos de trabalho de discussões técnicas e desenvolvimento de sistemas”, afirma o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes.

Orientação para as empresas

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1, editado pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) e a Receita Federal do Brasil, disciplina as obrigações acessórias relacionadas ao IBS (que substituirá os impostos estaduais e municipais sobre o consumo) e à CBS (que substituirá os impostos federais sobre o consumo).

O normativo estabelece um marco regulatório para a fase inicial de transição, com foco na segurança jurídica, na previsibilidade para os contribuintes e na adaptação progressiva dos sistemas fiscais ao novo modelo instituído pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentado pela Lei Complementar nº 214/2025.

Em 2026, o início da operacionalização do IBS e da CBS será conduzido em uma fase essencialmente educativa e orientadora, voltada à realização de testes, ao ajuste dos sistemas operacionais e à validação dos fluxos de informação necessários à plena implementação do novo sistema de tributação do consumo.

Nesse período, não haverá exigência de recolhimento financeiro dos novos tributos, tampouco aplicação imediata de penalidades, desde que observadas as regras de transição estabelecidas no ato.

De forma expressa, o ato conjunto estabelece que, desde que cumpridas as obrigações acessórias, a apuração do IBS e da CBS ao longo de todo o ano de 2026 terá caráter meramente informativo, sem quaisquer efeitos tributários.

O normativo define que os documentos fiscais eletrônicos já utilizados pelos contribuintes — como NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e — passarão a conter campos específicos para o destaque do IBS e da CBS, conforme Notas Técnicas publicadas aqui. 

Empresas selecionadas para os testes

Para iniciar os testes do Sistema de Apuração Assistida do IBS, com base nos dados informados nos documentos eletrônicos, foram selecionadas 123 empresas de todas as regiões para participar do projeto piloto, conforme lista disponibilizada neste link. 

As empresas selecionadas receberão em breve um e-mail com as cartas-convites com novas orientações sobre a participação no projeto.

Para mais informações sobre a Apuração do IBS, está disponível no portal do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) uma Cartilha Orientativa.

Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

Por MRNews

Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.

Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.

Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.

Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.

A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.

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Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 mil pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

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“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

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Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil 

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De acordo com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.

Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.

 

 

 

NOTA SAEG – VAZAMENTO NO BAIRRO ESPANHA

A SAEG (Companhia de Serviços de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá) informa que, nesta terça-feira (30), foi identificado um vazamento de grande proporção na rede responsável pelo abastecimento do reservatório do bairro Espanha.

Em razão do ocorrido, poderá haver baixa pressão ou interrupção no fornecimento de água no bairro Espanha e na parte baixa do bairro Municipal I.

As equipes técnicas da SAEG já estão no local e trabalham com prioridade para realizar o reparo da rede e restabelecer o abastecimento no menor prazo possível.

A Companhia orienta os moradores a utilizarem a água de forma consciente durante este período e agradece a compreensão da população.

A previsão é de que o abastecimento seja retomado de forma gradativa ao longo desta terça-feira (30).

Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, os munícipes podem entrar em contato com a SAEG pelo telefone 156 ou pelo aplicativo 156 SAEG.

Tradição e fé impulsionam busca por banhos e ervas no fim de ano

Por MRNews

Aroma e conhecimento popular se mesclam em banquinhas de ervas espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, em feiras livres ou nas esquinas, da zona norte à zona sul. Nesses pontos de venda, saberes passados de geração em geração receitam chás, xaropes, escalda pés, banhos e outras preparações. Mesmo sem comprovação medicinal para curar doenças, as preparações promovem o bem-estar e, por isso, no fim de ano, cresce a procura por folhas para banhos energéticos e rituais.

Em um ponto da Rua da Carioca, no Centro, o erveiro José Adaílton de Souza Ferreira borrifa suas plantas, de tempos em tempos, para protegê-las do calor. Empilhadas em um carrinho de mão estilo “burro sem rabo”, estão ramos de macassá, levante, manjericão, arruda, alfazema, alecrim e sálvia, “as mais procuradas para banhos energizantes ou de ‘descarrego’, contra inveja e olho grande”, prescreve.

“Tem tanta gente que chega carregado aqui, toma um banho de abre-caminho, desata nó, vence demanda, e a pessoa melhora muito”, conta o erveiro, que dá instruções simples: “Cozinhar ou esfregar, um dos dois, e depois jogar da cabeça aos pés”.

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O erveiro José Adaílton de Souza Ferreira mostra as ervas para banho energético e espiritual que vende em um ponto na Rua da Carioca, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As folhas ainda são procuradas para cuidados de saúde, caso do saião, guaco e assa-peixe, usadas para incrementar xaropes caseiros, mas a maior demanda dos erveiros é para o uso em banhos energéticos ou rituais.

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As religiões indígenas e de matriz africana utilizam as plantas nas celebrações. No candomblé, por exemplo, as folhas, chamadas ewés, carregam o axé, a força vital que conecta o mundo espiritual ao mundo real, sendo cada espécie usada para uma finalidade, como oferendas, banhos e curas. Nesta religião, as ervas purificam, equilibram e reenergizam.

A Mãe Nilce de Iansã, referência do terreiro Ilê Omolu Oxum, na Baixada Fluminense explica: “Kò si ewé, kò si Orixá [ditado iorubá], ou seja, sem folha não tem orixá, porque o orixá é a natureza”.

Em um terreiro, ela relata que as folhas são para uso religioso, terapêutico e alimentar. “Muitas pessoas chegam até nós sem saber o que fazer, tomam um banho de nossas ervas, bebem um chá e se sentem aliviadas”.

Coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras, ela lembra que uma das bandeiras da entidade é o reconhecimento das ações terapêuticas nos terreiros como práticas de saúde. “Não estou falando de cura, mas de cuidado”, frisou.

Conhecimento

No caso dos banhos, Mãe Nilce avisa que a prescrição varia de acordo com cada pessoa e a intenção de cada tratamento. Para dar conta dessas especificidades, “ialorixás [sacerdotes mulheres] e babalorixás [homens] estudam, se preparam e são guardiões de conhecimento ancestral”, explica.

Por isso, ela diz que não há uma receita universal, que sirva para qualquer pessoa. Mesmo assim, Nilce dá uma dica alternativa que pode fazer bem a qualquer um no fim de ano:

“Tome um banho de mar. Que delícia! Tome banho de rio e de cachoeira. É energia pura”.

Apesar das dúvidas sobre a eficácia da fitoterapia na cura de doenças, a ciência já atestou que práticas religiosas/rituais podem ser benéficas para a saúde, é o que lembra Aline Saavedra, doutora em biologia vegetal e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Não existe uma pesquisa para saber se, de fato, aquele banho vai te dar mais energia ou te trazer, proteção”, diz. “Porém, em relação ao bem estar, o fato de as pessoas se sentirem mais protegidas, obviamente, muda a química do nosso cérebro positivamente, e isso traz benefícios”, afirma.

 

Comércio de ervas para banhos energéticos e espirituais no Mercadão de Madureira. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Precaução

No caso de ingestão, Aline recomenda cuidado. “Já sabemos que, certos chás podem trazer toxicidade, por exemplo, se utilizados por um período prolongado”, alertou.

Ela também chamou atenção para similaridades entre plantas, que podem passar despercebidas. “É preciso que o erveiro demonstre conhecimento com a procedência das plantas. Folha seca moída é difícil diferenciar”.

Um uso seguro das folhas, segundo Aline, é de plantas já conhecidas da culinária. “Todos os temperos têm propriedade medicinais. Manjericão, orégano, sálvia, alecrim. Só dosar e não exagerar na quantidade”, recomenda.

Quem tiver dúvidas, pode consultar o Horto Virtual da Universidade Federal de Santa Catarina. O site permite identificar uma planta pelo nome popular e científico, fornecendo informações sobre origem, modo de usar e efeitos adversos.

 

Ponto de venda de ervas para banhos energéticos e espirituais numa rua do Bairro de Fátima. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Identidade

Atento aos riscos, João*, erveiro do Bairro de Fátima, na região central do Rio, não faz prescrições.

“Eu só vendo ervas para a pessoa que sabe o que quer. Meu negócio é espiritual, nada de chá”.

Ele conhece bem as plantas, cultivadas por ele mesmo sem agrotóxicos, em um terreno em Irajá, na zona norte, mas prefere não misturar as funções.

João diz que “poderia estar fazendo outra coisa”, mas que gosta do trabalho de erveiro. Orgulhoso, ele exibe as mãos cheias de sinais do cuidado com a terra.

“As ervas de banho, de tempero, tem tudo a ver comigo, com a minha religião, com o que me identifica como pessoa, e com a minha origem racial”.

 

Detalhes das marcas nas mãos de um erveiro que vende ervas para banhos energéticos e espirituais numa rua do Bairro de Fátima. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

*O nome do erveiro foi alterado a pedido dele, por medo de repressão.