Merino decide outra vez, Espanha vai à semifinal e frustra sonho belga

O sonho de colocar uma segunda estrela no escudo permanece vivo para a Espanha. Nesta sexta-feira (10), a Fúria (apelido da seleção) se classificou às semifinais da Copa do Mundo ao vencer a Bélgica por 2 a 1 em Los Angeles (Estados Unidos).

O triunfo colocou os ibéricos no caminho da França. O confronto que define o primeiro finalista deste Mundial será próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).

As duas seleções têm se acostumado a jogos decisivos. A Espanha levou a melhor nos dois confrontos mais recentes, ambos em semifinais. No ano passado, em Stuttgart, pela Liga das Nações (torneio entre as nações europeias que ocorre a cada duas temporadas), deu Fúria: 5 a 4. Em 2024, na Eurocopa, o triunfo foi por 2 a 1, em Munique, novamente na Alemanha.

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A última vez que a França bateu os rivais em uma partida decisiva foi em 2021. As seleções disputaram a final daquela Liga das Nações, em Milão (Itália). Os franceses ganharam por 2 a 1.

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Mais uma vez, a solução espanhola para um jogo duro saiu do banco de reservas. E novamente, foi Mikel Merino. Assim como nas quartas de final, contra Portugal, foi do meia, já no fim da partida, o gol da classificação.

A Espanha não chegava a uma semifinal de Copa desde o título conquistado em 2010. De lá para cá, a Fúria caiu na primeira fase no Mundial do Brasil (2014) e nas oitavas de final nas edições de Rússia (2018) e Catar (2022).

Com o triunfo desta sexta, os espanhóis prolongaram a 12 jogos a invencibilidade nos confrontos diante dos belgas. Além disso, conseguiram a revanche da Copa de 1986, no México, quando foram eliminados pela própria Bélgica nos pênaltis, por 5 a 4, após empate por 1 a 1 no tempo normal, também pelas quartas de final.

Os Diabos Vermelhos (apelido da seleção belga), por sua vez, despediram-se daquela que é considerada sua geração dourada. O goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne, o volante Alex Witsel e o atacante Romelu Lukaku eram os remanescentes de um grupo de jogadores que brilhou em grandes clubes europeus, mas não conseguiu o mesmo sucesso pelo país.

A “ótima geração belga”, como foi apelidada pela imprensa, teve como auge a classificação às semifinais da Copa de 2018, eliminando o Brasil nas quartas. O último grande ato foi a Liga das Nações de 2021, quando chegou entre os quatro primeiros, mas caiu para a França, a mesma algoz de três anos antes.

Quando o banco decide

A Bélgica veio com três trocas para o duelo, duas delas provocadas por lesão. Saíram o volante Amadou Onana, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito na goleada por 4 a 1 para cima dos Estados Unidos; e o capitão Youri Tielemans, que sentiu dores no aquecimento. Eles deram lugar aos também meias Kevin de Bruyne e Hans Vanaken, respectivamente.

Outra substituição efetuada por Rudi Garcia ocorreu no ataque, com o retorno de Jeremy Doku aos titulares. Com isso, Dodi Lukébario foi para o banco.

O técnico Luis de la Fuente, por sua vez, promoveu somente uma mudança no meio-campo espanhol. Titular na vitória por 1 a 0 sobre Portugal, Pedri cedeu a vaga no time a Fabian Ruiz, que retomou o posto perdido depois do empate sem gols com Cabo Verde, na estreia.

E foi justamente ele quem colocou a Espanha em vantagem. Após 29 minutos de controle total da Fúria, o atacante Lamine Yamal lançou Pedro Porro na direita. O lateral cruzou rasteiro e o meia Dani Olmo finalizou de primeira. Courtois defendeu, mas o rebote sobrou limpo para Ruiz mandar para as redes.

O jogo parecia sob controle para a Espanha, que chegava com facilidade ao ataque. Principalmente Yamal, que passava como queria por Doku e limitava o ponta-esquerda a apenas defender.

A Bélgica, porém, foi letal na única vez em que se aproximou da área, justamente pelo lado oposto ao de Doku. Aos 39, De Bruyne, de volta ao time titular, recebeu pela direita e cruzou. O atacante Charles De Ketelaere superou o zagueiro Pau Cubarsi e cabeceou para o gol. Chegava ao fim a invencibilidade de Unai Simon, goleiro que mais tempo ficou sem ser vazado em Copas: 648 minutos.

O cenário de pressão espanhola se manteve no retorno do intervalo, com a Bélgica se posicionando para contra-atacar com Lukaku, que entrou no lugar de Vanaken. Outra mudança foi a troca dos laterais-esquerdos, com a saída de Maxim de Cuyper para dar lugar a Joaquin Seys. A missão do jovem defensor de 21 anos era ajudar Doku a tentar parar Yamal, acionado a todo instante.

Em resposta às trocas da Bélgica e para desafogar Yamal, que encontrava dificuldades com a marcação de Seys pela direita, De la Fuente colocou Nico Williams no lugar de Mikel Oyarzabal. A Espanha deixava de ter um homem de referência no comando do ataque e passava a contar com dois jogadores de velocidade, um de cada lado, com Williams acelerando o jogo pela esquerda.

Aos 26 minutos, apreensão do lado belga, com a saída de Courtois, com dores na coxa esquerda. O veterano deu a Senne Lammens, de 24 anos, dez a menos que o titular. Era apenas o terceiro jogo do goleiro do Manchester United (Inglaterra) pelos Diabos Vermelhos.

A tensão se justificou nos minutos finais. Quis o destino que um rebote de Lammens, em uma rara finalização que a Espanha conseguiu dar em direção a meta, resultasse no gol da classificação espanhola. Aos 42 minutos, Cubarsi bateu da intermediária, o goleiro defendeu parcialmente e Merino – que entrara em campo dois minutos antes, no lugar de Dani Olmo – completou para as redes.

Nos acréscimos, o jogo virou, com a Bélgica se vendo obrigada a ocupar o campo de ataque para buscar o empate. Aos 46, o ponta Alexis Saelemaekers foi lançado pela esquerda, na área, driblou Unai Simon e cruzou para Lukaku, que teria o gol livre para finalizar, mas a zaga se antecipou ao centroavante e a bola sobrou nas mãos do goleiro. Foi a melhor – e última – chance dos Diabos Vermelhos.

Mirando recordes de todos os tipos, França amplia status de favorita

O capítulo final da França na Copa do Mundo de 2026 ainda não foi escrito. Seja lá o que acontecer, a equipe comandada por Didier Deschamps tem mais dois jogos por fazer: a semifinal contra a Espanha, na terça (14) e um oitavo compromisso que será a final ou a disputa do terceiro lugar. 

A seleção francesa conseguiu ampliar o status de favorita com o qual desembarcou nesta edição e, no meio do caminho, igualou recordes históricos. E ainda podem vir mais.

Ao se classificar para a próxima fase, a atual geração francesa se tornou apenas a quinta na história a alcançar três semifinais de forma consecutiva: a Alemanha fez isso três vezes (entre 1966 e 74, entre 1982 e 1990 e entre 2002 e 2014, quando na verdade foi quatro vezes semifinalista) e o Brasil uma, entre 1994 e 2002.

Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

Antes do Brasileirão Feminino, Palmeiras e Flamengo decidem Ladies Cup

Todas estas gerações chegaram a pelo menos uma final e ganharam pelo menos um título. A atual França, assim como a Alemanha de 1982 a 1990 e a sequência do Brasil, tenta chegar também a três decisões consecutivas. 

Aquela Alemanha foi campeã apenas na terceira final, enquanto a seleção brasileira venceu a primeira e a terceira decisões. A França tenta repetir o sucesso brasileiro naquele período.

Vale lembrar que, por mais que sejam três campanhas consecutivas, apenas três jogadores atuaram em todas estas Copas. Titular em 2018, o lateral Lucas Hernández se lesionou logo na estreia em 2022 e agora está no grupo, mas não entrou em campo nenhuma vez.

Ousmane Dembélé jogou algumas partidas em 2018 (não entrou em campo na final contra a Croácia, por exemplo), foi titular em 2022 e agora é uma das principais estrelas da seleção. O salto que deu no último ciclo o levou a dois títulos europeus com o PSG, além dos troféus individuais da FIFA e da revista francesa France Football como melhor jogador do mundo no ano passado. Embora seja visto por muitos como o segundo melhor atleta desta seleção, ele é o único que possui estes prêmios individuais.

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Copa do Mundo tem confronto entre Espanha e Bélgica nesta sexta-feira

A única constante – dentro de campo – nas três campanhas é o craque que define a geração francesa vencedora. Kylian Mbappé tem três Copas na carreira. Chegou à final nas duas primeiras e já está na semifinal na terceira.

O atacante do Real Madrid protagoniza um duelo histórico com Lionel Messi pela artilharia das Copas em todos os tempos. Ele tem 20 gols contra 21 do argentino. Messi, no entanto, tem o dobro de participações em Mundiais. Na edição de 2026, ambos dividem o topo da lista de artilheiros, com oito gols cada (Messi ainda vai disputar as quartas de final).

No banco, Didier Deschamps – capitão do primeiro título francês, em 1998 – é ele próprio um recordista. Em sua quarta Copa como comandante da França, ele já é o técnico com mais vitórias na história da competição, com 19 (a FIFA não contabiliza o jogo contra a Noruega, nesta edição, pois ele não foi o técnico à beira do gramado).

Ao fim do Mundial, com as duas partidas que os franceses têm por fazer, ele será também o treinador com mais partidas em Copas, com 26, superando o alemão Helmut Schön, que comandou a seleção de seu país por 25 jogos entre 1966 e 1978.

Se alguns poucos nomes se repetem, o que assusta na equipe da França é que ainda há espaço para mais conquistas. Dos 26 atletas convocados para esta Copa, 21 têm menos de 30 anos, ou seja, vivem expectativa de disputar pelo menos mais uma Copa em alto nível.

Um deles é o meia Michael Olise, de 24 anos, um dos talentos que elevou o já alto nível da França neste ciclo. Olise, que nasceu e cresceu na Inglaterra filho de pai nigeriano e mãe francesa, defende a França desde as categorias de base, mas só foi aparecer na seleção principal em setembro de 2024.

Àquela altura, o talento do meia havia desabrochado no Crystal Palace, modesto clube inglês, o que lhe rendeu uma oportunidade no gigante alemão Bayern de Munique. 

Nesta Copa, diferentemente de Mbappé (oito gols) e Dembélé (cinco), Olise não marcou mas tem se destacado como um garçom como há muito tempo não se via. Já são cinco assistências na conta do camisa 11, que pode igualar o recorde de Pelé em 1970 com mais um passe para gol. A campanha não seria tão prolífica sem a maestria de Olise.

Com tantas marcas históricas de alguns representantes do time atual, a seleção francesa ainda pode alcançar um feito que será obra de todos os envolvidos na campanha atual – e mais ninguém. Com mais duas vitórias (que representarão o terceiro título da França), este grupo baterá o recorde do Brasil de 2002, que venceu todas as sete partidas para se sagrar campeão. 

Chegando a oito na edição atual, todos os nomes de 2026 terão um lugar garantido no fictício livro de recordes das Copas. Pelo menos até 2030, quando, ao que tudo indica, a França virá com tudo atrás de fazer história mais uma vez.

Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

O Brasil garantiu antecipadamente vaga na fase final eliminatória da Liga das Nações de vôlei feminino nesta sexta-feira (10) ao derrotar a Polônia por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e 28/26, em Osaka (Japão). Foi o nono triunfo das brasileiras no torneio, o segundo consecutivo na terceira e última semana da fase preliminar (classificatória). O único revés foi para a Alemanha, no fim da segunda semana de jogos.

O principal destaque brasileiro em quadra foi a ponteira Ana Cristina, mais pontuadora do jogo com 26 pontos (23 de ataque e três de bloqueio).

“Depois de um jogo muito difícil contra o Japão, tivemos que entrar muito focadas na partida de hoje. Acredito que fizemos um primeiro set favorável. Enfrentamos algumas dificuldades, mas no final buscamos cada ponto, mesmo quando estávamos atrás no placar e tivemos oportunidade de passar na frente. O que fez a diferença hoje foi a força do grupo”, analisou a carioca Ana Cristina, de 22 anos.

Antes do Brasileirão Feminino, Palmeiras e Flamengo decidem Ladies Cup

Jogadores do Egito são recebidos como heróis após atuação na Copa

A seleção saiu na frente do placara ao garantir o primeiro set, mas permitiu o empate na parcial seguinte. Na sequência, brasileiras e polonesas se revezaram na liderança do terceiro set. A definição do placar teve início com um ace da central Júlia Kudiess, que empatou a parcial em 22 a 22, e em seguida as brasileiras viraram o placar após erro das polonesas e bloqueio preciso de Diana.  

Na quarta parcial o jogo seguiu equilibrado do início ao fim, como Brasil levando a melhor após defesa incrível de Natinha e rápida jogada de ataque de Rosamaria, que selou a vitória por 28 a 26 na parcial, e por 3 sets a 1 no jogo.

“Acho que conseguimos manter a cabeça no lugar em toda a partida. Erramos algumas coisas, como a marcação do bloqueio, mas foi um bom jogo coletivo. Eu acho que cada vez mais estamos conseguindo sair de situações difíceis, onde precisamos buscar o placar e, por isso, estou muito feliz”, comemorou Júlia Kudiess, que marcou 12 pontos na partida.

Já classificada, a Amarelinha disputará os dois últimos jogos neste fim de semana. Às 3h30 (horário de Brasília) deste sábado (11), o Brasil encara a Tailândia, e a partir 0h de domingo (12) enfrenta os Estados Unidos.

A Liga das Nações reúne as 18 melhores seleções do mundo na fase preliminar, que se estende por três semanas em sedes distintas, cada uma com seis equipes. Apenas as sete melhores seleções avançam à fase final – a China já está classificada antecipadamente por ser o país sede da fase eliminatória (mata-mata), a partir de 22 de julho.

Antes do Brasileirão Feminino, Palmeiras e Flamengo decidem Ladies Cup

O Campeonato Brasileiro Feminino de futebol está para recomeçar, após dois meses de interrupção, devido à Copa do Mundo masculina. Em meio à intertemporada, Palmeiras e Flamengo participam do Brasil Ladies Cup, torneio amistoso realizado desde 2021 com times do próprio país e do exterior.

As duas equipes, inclusive, fazem a final deste ano no domingo (12), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP), que sedia da competição em 2026. A entrada é gratuita e o ingresso pode ser reservado no site da Total Ticket.

As classificações foram asseguradas na última quinta-feira (9). O Flamengo se garantiu ao golear o Peñarol (Uruguai) por 4 a 1. A meia Mariana, além de Fernanda (duas vezes) e Laysa balançaram as redes para as Meninas da Gávea. A também atacante Tatiana Magallanes descontou para as uruguaias.

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Copa do Mundo tem confronto entre Espanha e Bélgica nesta sexta-feira

Meninas da Gávea garantiram a classificação à final com goleada (4 a 1) sobre o Peñarol. Elas voltam a campo no domingo (12), às 20h, para decidir o título contra o Palmeiras – Guilherme Veiga/Brasil Ladies Cup/Direitos Reservados

No jogo seguinte, o Palmeiras superou a seleção do Paraguai por 3 a 0. A zagueira Pati Maldaner, a lateral Fe Palermo e a atacante Bia Zaneratto fizeram os gols das Palestrinas. O time paraguaio contou com três atletas que atuam no Brasil: a lateral-esquerda Límpia Fretes (Juventude), a zagueira Vanessa Arnaboldi (Internacional) e a meia Cindy Ramos (Atlético-MG).

No ano passado, os times decidiram vaga nas semifinais do Brasileirão Feminino. O Flamengo ganhou por 3 a 2 no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), mas o Palmeiras acabou se classificando ao vencer por 3 a 0 na Arena Barueri, na volta. Os dois confrontos foram transmitidos ao vivo pela TV Brasil.

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À espera do Brasileirão

A principal competição nacional do país na modalidade retorna na próxima sexta (17), com o jogo atrasado entre Vitória e Botafogo, pela sétima rodada. A bola rola a partir das 15h, no Barradão, em Salvador. A partida, que ocorreria em abril, foi adiada após um surto gastrointestinal que atingiu o elenco das Gloriosas na ocasião.

A 13ª rodada começa no dia 24 de julho, uma sexta-feira, com Flamengo e Grêmio se enfrentando no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, às 18h. O Palmeiras joga no dia seguinte, um sábado, às 16h, contra o Mixto, no Dutrinha, em Cuiabá, com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Na tabela do Brasileirão, alviverdes e rubro-negras estão separadas por apenas cinco pontos. As Palestrinas ocupam a vice-liderança, com 27 pontos. As Meninas da Gávea aparecem na quinta colocação, com 22.

Jogadores do Egito são recebidos como heróis após atuação na Copa

Com bandeiras, cânticos patrióticos e faixas com os dizeres “Os homens do Egito nos deixaram orgulhosos”, milhares de torcedores receberam a seleção egípcia de futebol em seu retorno para casa na sexta-feira (10), depois que os “Faraós” tiveram a melhor campanha em Copas do Mundo da história do país.

Muitos se reuniram em frente ao Aeroporto Internacional de Alamein, na costa mediterrânea do Egito, para receber os jogadores e a comissão técnica após o retorno da América do Norte, onde o Egito venceu pela primeira vez na Copa do Mundo em quatro tentativas e chegou às oitavas de final. Os torcedores também exibiram fotos do capitão Mohamed Salah com as palavras “Obrigado”.

As comemorações continuaram quando a equipe embarcou em um ônibus aberto e desfilou por New Alamein, acenando para os torcedores que se aglomeravam nas ruas. O presidente Abdel Fattah al-Sisi deve receber a equipe e sua comissão técnica e administrativa no sábado (11).

Copa do Mundo tem confronto entre Espanha e Bélgica nesta sexta-feira

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Entre a multidão, havia torcedores carregando grandes cartazes do técnico Hossam Hassan envolto em uma bandeira palestina, demonstrando apreço por seu apoio à causa palestina durante o torneio. O maior artilheiro de todos os tempos do Egito carregou uma bandeira palestina em campo em várias ocasiões e manifestou apoio aos direitos dos palestinos durante coletivas de imprensa.

O retorno ao país ocorreu apesar da dolorosa derrota por 3 a 2 para a Argentina de Lionel Messi nas oitavas de final. O Egito vencia por 2 a 0 até os minutos finais, mas sofreu três gols nos últimos 11 minutos. Mesmo assim, voltou para casa com orgulho após sua melhor campanha de todos os tempos em uma Copa do Mundo, tendo derrotado a Nova Zelândia na fase de grupos e a Austrália nos pênaltis nos 16 avos de final.

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Antes do retorno da seleção, a Federação Egípcia de Futebol renovou os contratos de Hossam Hassan e de seu irmão gêmeo, Ibrahim Hassan. A federação não divulgou a duração do contrato, embora a mídia local tenha informado que ele se estenderia até 2030. Hassan, de 59 anos, revitalizou a seleção nacional desde que assumiu o comando em 2024, levando o Egito às semifinais da Copa Africana das Nações de 2025, encerrando um jejum de oito anos sem participação na Copa do Mundo e acumulando um histórico de 20 vitórias, nove empates e seis derrotas.

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Copa do Mundo tem confronto entre Espanha e Bélgica nesta sexta-feira

A Copa do Mundo de 2026 vai se aproximando dos seus últimos capítulos, e a bola já está rolando na fase de quartas-final. Nesta sexta-feira (10), haverá apenas uma partida: o confronto entre Espanha e Bélgica, em Los Angeles, às 16h.

A Espanha vem da classificação contra Portugal, um duelo de muita rivalidade da Península Ibérica. Os espanhóis têm melhorado ao longo da competição. Depois de um empate contra Cabo Verde, que frustrou sua torcida, a seleção dirigida por Luis de la Fuente engrenou.

Vitórias convincentes contra Arábia Saudita, na fase de grupos, e Áustria, na fase 16 avos de final, recolocaram a Espanha entre os favoritos a chegar à final. Para avançar, a vitória deverá passar por um bom desempenho de Rodri, Oyarzabal e o jovem Lamine Yamal, tratado como a mais nova joia do futebol espanhol.

Justiça mantém intervenção judicial na SAF do Vasco

Brasil abre ciclo do futebol de cegos com Jogos Parasul-Americanos

Se a Espanha vem melhorando ao longo da competição, a Bélgica passou por uma verdadeira jornada de superação neste mundial. Depois de empatar com Egito e Irã, nos dois primeiros jogos, os Diabos Vermelhos viram uma classificação quase certa ser ameaçada por maus desempenhos.

A goleada contra a fraca Nova Zelândia garantiu a classificação, mas não convenceu. E o duelo contra Senegal, pela fase de 16 avos de final, foi um dos mais marcantes até agora. Após levar dois gols do time africano, os belgas conseguiram uma das mais improváveis reviravoltas da história das Copas.

Marcaram o primeiro gol aos 41 minutos do segundo tempo. Precisavam de mais um gol em poucos minutos para levar o jogo para a prorrogação. Conseguiram, com o centroavante Lukaku. Chegaram à virada, e à classificação nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, em cobrança de pênalti.

A partida seguinte, contra os Estados Unidos, pelas oitavas-de-final, já mostrou uma Bélgica mais consistente. Goleou o time da casa por 4 a 1, sem sustos.

Copa do Mundo retorna com o duelo entre França e Marrocos

Quartas de final da Copa começam nesta quinta com 6 seleções europeias

Há quem diga que a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no cancelamento da suspensão do atacante adversário Balogun, motivou ainda mais os belgas em campo. E Lukaku dançando em deboche a Trump depois do quarto gol deixou isso ainda mais evidente.

Justiça mantém intervenção judicial na SAF do Vasco

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a intervenção judicial na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco e nomeou o advogado Athos de Andrade Figueira Neves como novo interventor.

A decisão rejeitou o pedido de reconsideração feito pelo Club de Regatas Vasco da Gama. O presidente do Vasco, Pedro Paulo de Oliveira, mais conhecido como Pedrinho, continua afastado do comando da SAF. 

A interventora anterior renunciou, alegando falta de condições mínimas de segurança pessoal para exercer o cargo.

Brasil abre ciclo do futebol de cegos com Jogos Parasul-Americanos

Copa do Mundo retorna com o duelo entre França e Marrocos

A Justiça manteve o afastamento cautelar de três membros do Conselho de Administração e reafirmou a competência da Justiça Estadual para fiscalizar a recuperação judicial, rejeitando o argumento de que a disputa deveria ser resolvida exclusivamente via Tribunal Arbitral.

A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 6ª Vara Empresarial da Capital, assumiu a gestão do processo.  Um dos papéis do interventor é fazer com que haja uma condução da gestão “no sentido de devolver à administração do Club de Regatas Vasco da Gama aqueles que para isto foram eleitos, ou até mesmo adotar providências voltadas à convocação subsequente de assembleia deliberativa de nova gestão”, afirmou a magistrada na decisão. 

 A magistrada esclareceu que não há qualquer impedimento jurídico para a venda das ações da SAF a novos investidores, pois a atuação de profissionais isentos e a transparência dos procedimentos podem agregar segurança e atrair interessados no mercado, garantindo a viabilidade econômica do projeto de recuperação judicial. 

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Brasil abre ciclo do futebol de cegos com Jogos Parasul-Americanos

A quinta-feira (9) será de estreia para o Brasil no futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos, que ocorrem em Valledupar (Colômbia). A partir das 18h (horário de Brasília), a seleção pentacampeã mundial e paralímpica encara o Panamá em Agustín Codazzi, cidade vizinha a sede do evento, que tem transmissão ao vivo online no canal da emissora pública Señal Colombia no YouTube.

A competição inicia o ciclo do Brasil para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, na modalidade. Em Paris (França), há dois anos, os brasileiros ficaram, pela primeira vez, fora do topo do pódio no futebol de cegos. Superada pela Argentina na semifinal, a seleção levou o bronze, ao derrotar a Colômbia na disputa do terceiro ligar. O título ficou com os anfitriões franceses.

Além da Paralimpíada, o Brasil passou em branco nos outros grandes eventos do último ciclo. Na Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina), os anfitriões foram campeões em cima da seleção brasileira. Os argentinos também levaram o título mundial em 2025, na cidade britânica de Birmingham. O time verde e amarelo foi o terceiro colocado.

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O torneio do futebol de cegos nos Jogos Parasul-Americanos reúne Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Panamá e Peru. Na primeira fase, as seleções duelam entre si em turno único. As duas melhores campanhas vão à final e quem ficar em terceiro e quarto decide o bronze.

Após a estreia, os brasileiros encaram a Colômbia, dona da casa, na sexta-feira (10), às 11h. No sábado (11), no mesmo horário, será o reencontro com os argentinos. No domingo (12), às 20h30, os adversários serão os chilenos. A participação na primeira fase acaba segunda-feira (12), às 18h, contra os peruanos. A disputa do bronze será às 11h de quarta-feira (15), último dia do evento. A final ocorre mais tarde, às 18h.

Os Jogos Parasul-Americanos marcam a estreia de Julio Cesar Macena no comando da seleção brasileira. Ele substituiu Fábio Vasconcelos, ex-goleiro de futebol de cegos (única posição em que o atleta enxerga) e treinador que foi tricampeão mundial e paralímpico a frente do Brasil.

Na campanha do bronze em Paris, Cesinha (como é conhecido) era o chamador (membro da comissão técnica que fica atrás do gol adversário e orienta os jogadores de ataque). Em maio deste ano, o Brasil disputou os três primeiros amistosos do novo ciclo. Todos contra a França, em São Paulo, e com vitória brasileira: duas por 2 a 0 e uma por 5 a 0.

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Segue o líder

O Brasil lidera com folga o quadro de medalhas dos Jogos Parasul-Americanos. Após uma semana de disputas, a delegação verde e amarela acumula 68 pódios, sendo 31 deles no topo. Houve, ainda, 25 pratas e 12 bronzes. Os brasileiros têm 20 ouros a mais que a própria Colômbia, anfitriã, que aparece em segundo lugar na lista.

Para ter dimensão da campanha, o Brasil possui, em ouros, quase o total de medalhas da Colômbia (34) e mais que Venezuela (14) e Argentina (23), que ocupam o quarto e o quinto lugares do quadro, respectivamente. O Chile, com 37 pódios (10 douradas) é o terceiro.

Na última quarta-feira (8), os destaques foram os esportes coletivos. As seleções masculinas e femininas de goalball e vôlei sentado foram, todas elas, medalhistas de ouro, mesmo sem contarem com força máxima em Valledupar.

No goalball, única modalidade paralímpica que não é uma adaptação e é disputada por deficientes visuais, o Brasil foi representado pelas equipes de base. No masculino, os brasileiros foram campeões em cima da Argentina, sexta melhor do mundo no adulto, ganhando por 8 a 6. No feminino, o triunfo na final foi contra o Peru, por 5 a 4, na prorrogação.

No vôlei sentado, como as seleções principais iniciam nesta sexta-feira a participação no Campeonato Mundial da modalidade, em Hangzhou (China), o Brasil disputou os torneios em Valledupar com equipes alternativas. Mesmo assim, foi campeão nos dois naipes. O time masculino bateu a Colômbia por 3 sets a 0 na final, parciais de 25/19, 25/20 e 25/15. Na decisão feminina, as brasileiras fizeram 3 a 0 no Peru (25/16, 25/10 e 25/12).

Copa do Mundo retorna com o duelo entre França e Marrocos

Depois de uma breve pausa na quarta-feira (8), a Copa do Mundo 2026 retorna nesta quinta-feira (9), com o início das quartas de final. No único jogo do dia, a França enfrenta o Marrocos, às 17h (18h, hora de Brasília), em Boston.

Com o futebol mais vistoso e convincente da Copa até agora, a França aposta nos seus jogadores de frente para passar às semifinais. Olise tem sido um dos destaques desse time, além, é claro, de Mbappé. O camisa 10 tem mostrado a cada jogo porque desponta como o principal jogador desta Copa.

Do outro lado, Marrocos chega com a autoridade de ter eliminado a Holanda na fase de 16 avos de final. Não teve dificuldades para passar pelo Canadá, nas oitavas de final, mas pode ficar sem um de seus principais jogadores. Saibari, lesionado, é dúvida para o confronto.

Quartas de final da Copa começam nesta quinta com 6 seleções europeias

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Entre os destaques de Marrocos estão o lateral Hakimi e o goleiro Bono. Hakimi, inclusive, joga em um time francês, o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu.

Essa partida é uma repetição do que ocorreu na semifinal da última Copa, no Catar. Naquela ocasião, a França saiu vencedora por 2 a 0, gols de Theo Hernández e Kolo Muani. Hernández está no elenco desta Copa, mas Muani não foi convocado.

Quartas de final da Copa começam nesta quinta com 6 seleções europeias

A Copa do Mundo de futebol inicia a fase de quartas de final nesta quinta-feira (9) nos Estados Unidos, com oito seleções, a maioria delas europeia. Entre elas França e Inglaterra, que também chegaram às quartas de final nas última duas edições – Rússia 2018 e Catar 2022. Completando o rol de equipes do Velho Continente estão Bélgica, Espanha, Noruega e Suíça.

Assim como na Copa de 2002, em que o Brasil conquistou o pentacampeonato, apenas uma seleção sul-americana disputará vaga nas semifinais: a atual campeã Argentina. Por fim, Marrocos representará pela segunda vez consecutiva o futebol africano nas quartas.

França x Marrocos

O primeiro confronto terá de um lado a bicampeã França (1998 e 2018), vice na Copa do Catar, e do outro a seleção marroquina, que sonha com o título inédito. O Les Blues (Os Azuis), apelido da França, contam com Kylian Mbappé, vice-líder na artilharia da Copa, com sete gols, um a menos que o argentino Lione Messi. Já os Leões do Atlas podem entrar em campo sem a principal estrela, o meio-campista Ismael Saibari, artilheiro da equipe com três gols. Ele sentiu dores ao fim da partida contra o Canadá.

O jogo está programado para às 17h (horário de Brasília) desta quinta (9), no Estádio de Boston. O embate tem tudo para ser um dos mais emocionantes desta fase, pois será uma reedição das semifinais do último Mundial.  Na ocasião, os europeus levaram a melhor por 2 a 0, avançaram e chegaram à final contra a Argentina. Já equipe africana encerrou o Mundial em quarto lugar, o melhor desempenho do país em seis participações.

Espanha x Bélgica

As duas seleções voltam a se enfrentar em Copa do Mundo após um hiato de 36 anos. Considerada uma das favoritas ao título, a Espanha sonha levantar a taça pela segunda vez – a primeira foi na Copa da África do Sul (2010). No elenco talentoso da Fúria estão os atacantes Lamine Yamal, de apenas 18 anos, e Oyarzabal,  que balançou a rede quatro vezes nesta edição.

Argentina busca virada, despacha Egito e mantém vivo o sonho do tetra

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De olho no título inédito, a seleção belga chega embalada nas quartas após golear os Estados Unidos (4 a 1) nas oitavas e cravar vitória de virada sobre o Senegal (3 a 2) nos acréscimos da prorrogação na segunda fase (eliminatória). A equipe conta com jogadores experientes como Romelu Lukaku e Thibaut Courtois, e mais novos como o atacante Jérémy Doku, de apenas 17 anos.

Fúria e Diabos Vermelhos entram em campo na sexta (10), às 16h, no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Inglaterra x Noruega

Único duelo inédito em Mundiais colocará frente a frente a experiente Inglaterra, em sua 17ª participação em Copas, contra a Noruega, que chegou pela primeira vez na história a fase de quartas. De um lado estarão os Três Leões – apelido da seleção inglesa – que que sonham com o segundo título em Copas- o primeiro foi em 1966. Do outro, os Vikings – apelido da seleção Norueguesa – que voltaram ao Mundial em grande estilo,  após amargarem 28 anos de ausência. A Noruega competiu apenas em três edições (1938, 1994 e 1998) e chegou às oitavas em 1938 e 1998.

No retrospecto, ingleses e noruegueses já duelaram 12 vezes em outras competições, com sete vitórias para os britânicos, três empates, e dois triunfos dos Vikings. Em campo estarão dois dos melhores artilheiros do Mundial, o holandês Erling Haaland (sete gols) e britânico Harry Kane (seis).

O confronto será no sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Argentina x Suíça

A atual campeã mundial Argentina chega às quartas de final após uma virada épica contra o Egito (3 a 2), comandada por Messi, artilheiro do mundial. O último encontro de argentinos e suíços em Copa foi na edição de 2014, no Brasil, quando os hermanos levaram a melhor por 1 a 0 na prorrogação. Tricampeões mundiais (1978, 1986 e 2022), os argentinos nunca perderam para os suíços na história: em sete confrontos, venceram cinco e empataram dois.

A seleção suíça mira uma classificação inédita às semifinais da Copa. Depois de 72 anos, a equipe europeia volta a disputar a fase de quartas, fato que só ocorreu em três oportunidade (1934, 1938 e 1954). A defesa bem armada é a principal estratégia da Suíça, conhecida pelo apelido de Ferrolho Suíço.

O último duelo das quartas ocorrerá no sábado (11), às 22h, no Kansas City Stadium.