Messi se isola na artilharia das Copas e Argentina vai ao mata-mata

Em 22 de junho de 1986, nas quartas de final da Copa do Mundo, Diego Armando Maradona garantiu a vitória da Argentina sobre a Inglaterra, por 2 a 1, com dois gols épicos. Um deles, de mão, entrou para a história como a “mão de Deus”, diante das arquibancadas do Estádio Azteca, na Cidade do México.

Exatamente 40 anos depois, outro camisa 10 argentino entrou para a história do futebol: nesta segunda-feira (22), Lionel Andrés Messi se isolou como o maior artilheiro dos Mundiais masculinos ao balançar as redes duas vezes no triunfo sobre a Áustria, por 2 a 0, em Dallas, nos Estados Unidos.

A partida foi o segundo confronto dos argentinos na primeira fase, pelo Grupo J, e garantiu a classificação para o mata-mata.

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Lionel Messi comemora gol com Enzo Fernandez, Facundo Medina e Thiago Almada Reuters/MARIA LYSAKER/Proibida reprodução

Recorde pode aumentar

O craque de 38 anos iniciou o jogo empatado com o ex-atacante alemão Miroslav Klose, com 16 gols. Com os dois que marcou, chegou a 18, assumindo também a artilharia da Copa deste ano, com quatro gols.

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E o recorde ainda pode aumentar, já que a Seleção Argentina tem, ao menos, outros dois compromissos no Mundial: a terceira rodada da fase de grupos e os 16 avos de final, a primeira do mata-mata.

Messi atingiu outras marcas relevantes: são seis jogos seguidos de Copa fazendo gols ─ ele também havia balançado as redes nas quatro últimas partidas da edição de 2022, no Catar, em que a Argentina foi campeã.

O argentino se iguala aos ex-atacante Just Fontaine, francês que brilhou no Mundial de 1958, e ao brasileiro Jairzinho, que marcou em todas as partidas da campanha do tri, em 1970.

Além disso, o craque se isolou como o jogador com mais vitórias em Copas, atingindo 18 triunfos e deixando novamente Klose para trás. O alemão ganhou 17 partidas.

Com seis pontos, a Argentina lidera o Grupo J, que ainda será complementado pelo jogo entre Jordânia e Argélia, a partir da meia-noite (horário de Brasília) de segunda para terça-feira (23), na Califórnia (Estados Unidos). Ambos estão zerados. A Áustria segue com os três pontos somados na estreia.

Pela última rodada da fase de grupos, os hermanos voltam a jogar em Dallas, agora com a seleção jordaniana, às 23h de sábado (27). No mesmo dia e horário, os austríacos medem forças com os argelinos, em Kansas City.

 

Lionel Messi comemora com Enzo Fernandez Reuters/MARIA LYSAKER/Proibida reprodução

Insistência e recorde

Na Argentina, o técnico Lionel Scaloni promoveu somente uma mudança em relação ao time que venceu a Argélia por 3 a 0 em Kansas City, há seis dias. O lateral-direito Nahuel Molina entrou no lugar de Gonzalo Montiel.

Já do lado austríaco, foram três alterações na equipe que fez 3 a 1 na Jordânia, na Califórnia. Na defesa, Philipp Lienhart deu vaga a Kevin Danso. O também zagueiro Phillip Mwene saiu, para a entrada do meia Paul Wanner. Por fim, no ataque, o técnico Ralf Rangnick optou por Michel Michael Gregoritsch e deixou Sasa Kalajdic no banco.

Messi poderia ter feito história com oito minutos de bola rolando, após o árbitro Amin Mohamed Omar conferir no vídeo um corte do zagueiro Stefan Posch em cima do atacante Lautaro Martínez e marcar pênalti. O camisa 10 argentino, porém, demorou a decidir o canto da cobrança e chutou para fora, à esquerda da meta austríaca.

A oportunidade desperdiçada animou a Áustria, que encaixou melhor a marcação de pressão, característica das equipes dirigidas por Rangnick. Ainda assim, eram os sul-americanos que conseguiam ser mais agudos no ataque, liderados por Messi.

Aos 18, o astro foi travado pelo zagueiro David Alaba, na hora da finalização, e parou em grande defesa de Alexander Schalger. Aos 30, na sobra de um chute do volante Enzo Fernandes, defendido pelo goleiro, que ficou caído no gramado, o atacante tentou aproveitar a meta vazia, mas Alaba apareceu à frente e evitou novamente o gol.

A insistência de Messi foi recompensada aos 38 minutos. Em contra-ataque puxado desde o meio-campo, o lateral Facundo Medina recebeu na esquerda e cruzou rasteiro. O atacante Thiago Almada deixou a bola passar por entre as pernas, e o camisa 10 chegou batendo, no contrapé de Schalger. A história já estava feita em Dallas.

A segunda etapa foi menos movimentada, com as principais chances surgindo na bola parada. Aos nove minutos, o meia Marcel Sabitzer, no jogo número 100 dele pela Áustria, cobrou falta pela esquerda e obrigou o goleiro Dibu Martínez a fazer uma boa defesa, espalmando para escanteio. Aos 27, Messi bateu e o atacante Nico González cabeceou rente à trave esquerda da seleção europeia.

Nos acréscimos, o camisa 10 brilhou de novo. O atacante Julián Álvarez parou em Schalger. No rebote, o volante Leandro Paredes rolou para Messi, que escapou da marcação e chutou prensado, mas o suficiente para fechar o placar em Dallas, fazendo o quinto dele ─ e da própria Argentina ─ na Copa.

Estudo indica desconfiança do torcedor, mesmo após 1ª vitória na Copa

O início da jornada do Brasil na Copa do Mundo não empolgou o torcedor. Nem mesmo a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na sexta-feira passada (19), amenizou a desconfiança pós-estreia, quando a seleção brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos, no último dia 13.

É o que mostra a nova rodada do estudo Eu Vi o Brasil – O país do futebol?, feita pela agência de pesquisas de mercado IMO Insights, à qual a Agência Brasil teve acesso nesta segunda-feira (22).

Segundo a pesquisa, a confiança na equipe de Carlo Ancelotti despencou 17 pontos percentuais em relação a antes da Copa (37% a 20%). Os sentimentos de empolgação (queda de 41% para 28%), alegria (38% para 27%) e esperança (45% para 35%) também apresentaram quedas sensíveis no comparativo com o pré-mundial.

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Ainda conforme o estudo, houve avanço no entendimento quanto à entrega da seleção brasileira em campo. A percepção de comprometimento subiu de 22% após o jogo com Marrocos para 28% depois da vitória sobre o Haiti, enquanto a de humildade foi de 17% para 23%.

Por outro lado, a leitura de que o grupo é “talentoso” e “competitivo”, mesmo com o triunfo de sexta, caiu de 43% para 37%. Já a sensação do time ser “midiático” cresceu de 24% para 30% entre uma partida e outra.

O levantamento é atualizado semanalmente, com homens e mulheres de 18 anos ou mais, das classes A, B e C, em âmbito nacional. Ele faz parte de uma plataforma de pesquisas chamada Eu Vi o Brasil, criada em 2023 para análise de comportamentos, valores e percepções dos brasileiros visando marcas, empresas e organizações.

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Estreante na Copa, Cabo Verde segue com chances de se classificar

Eles fizeram de novo. Após empatar na estreia contra a Espanha, a seleção de Cabo Verde fez outra partida histórica para o futebol da pequena ilha da África e segue com chances de classificação à próxima fase da Copa do Mundo.

Os Tubarões Azuis ainda não perderam nenhum jogo nesta Copa. Em dois jogos, contra dois campeões mundiais, não saíram derrotados. O país tem dois pontos e segue vivo na disputa por uma vaga na fase eliminatória.

O próximo jogo é contra a Arábia Saudita. Um empate pode garantir o segundo lugar no grupo, caso a Espanha vença o Uruguai.

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Os cabo-verdianos empataram em 2 a 2 com o Uruguai neste domingo (21). O jogo foi bom, dinâmico, aberto e com emoção.

Cabo Verde mostrou um bom futebol e abriu o placar com uma ótima cobrança de falta de Hélio Varela. O chute forte, de longe, tirou proveito da barreira mal posicionada, que se abriu e deixou o goleiro uruguaio vendido. O primeiro gol do país na história das Copas foi muito celebrado, tanto no estádio quanto a milhares de quilômetros dali, na pequena ilha do continente africano.

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O Uruguai não mostrava criatividade e qualidade suficientes para furar a defesa cabo-verdiana. O time africano, por sua vez, tinha espaço para contra-ataques em velocidade. O jogo era aberto e divertido. A Celeste, no entanto, encontrou seu gol após um lançamento de Valverde na área e um cabeceio na trave. Maximiliano Araújo pegou a sobra e empatou o jogo.

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No último lance do primeiro tempo, veio a virada, com Canobbio. O atacante uruguaio do Fluminense recebeu um passe dentro da pequena área, cara a cara com Vozinha, e mandou para o fundo do gol. Sensação da primeira fase, o goleiro de Cabo Verde não fez nenhum milagre dessa vez.

O bom futebol de Cabo Verde não poderia ser punido com uma derrota. Empate justo contra o Uruguai. Foto: REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Mas o Uruguai não mostrava consistência para garantir a vitória. E Cabo Verde, sem dúvida, não merecia perder. Coube ao sistema de defesa uruguaio dar o presente que os Tubarões Azuis precisavam.

Após um recuo mal feito de Mathías Olivera, o goleiro Muslera deixou a área para tentar evitar que Pina recuperasse a posse, mas apenas facilitou a vida do cabo-verdiano. Com o goleiro fora do gol, batido, foi mais fácil empatar a partida e dar números finais ao placar.

Enquanto a bola entrava, Olivera se desesperava, ajoelhado no gramado, cobrindo o rosto com a camisa. Sabia que a vitória lhe escapava pelos dedos.

O time africano joga um futebol ousado, destemido e alegre. Neste domingo, as ruas de Cabo Verde estavam em festa, pois puderam comemorar duas vezes algo que nunca haviam celebrado em sua história: gols em uma Copa do Mundo.

O torneio não está nem na metade, mas esse título já está assegurado.

Tiago Splitter vê Chicago Bulls como “um quadro branco para pintar”

Após ter sido anunciado na última terça-feira (16) e apresentado à torcida no dia seguinte, o brasileiro Tiago Splitter falou pela primeira vez com a imprensa brasileira como técnico do Chicago Bulls. Nesta segunda-feira (22), em uma entrevista virtual, Splitter disse considerar a oportunidade na famosa franquia da NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) uma chance de “começar do zero”.

“Tomei essa decisão pela projeção de futuro, por poder realmente colocar esse time para jogar da forma que eu gosto. Temos um núcleo jovem. Vir para Chicago, para uma franquia como o Bulls é ter praticamente um quadro branco para pintar”, disse o técnico de 41 anos.

Splitter adicionou ao currículo mais um pioneirismo entre brasileiros. Como atleta, foi o primeiro jogador do Brasil a vencer a NBA, no caso pelo San Antonio Spurs, em 2014. Na temporada passada, ao assumir de forma repentina e interina o comando do Portland Trail Blazers após o afastamento do ex-técnico Chauncey Billups – investigado pelo FBI em um esquema de manipulação de jogos de pôquer -, Splitter foi então o primeiro brasileiro a treinar uma equipe na liga dos Estados Unidos.

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Ao fim da temporada, também foi o primeiro a dirigir um time em uma partida de playoffs e o primeiro a vencer um jogo no mata-mata da NBA. Ao fim da temporada, o Portland Trail Blazers não efetivou Splitter, que acabou assinando com o Chicago Bulls, tornando-se então o primeiro brasileiro efetivado como técnico de uma equipe da maior liga de basquete do mundo.

“É um orgulho poder ser, por sorte, o primeiro em tantas coisas. Espero que eu seja o primeiro de muitos. É um feito ótimo, mas não penso nisso no dia a dia. Tenho vários objetivos no momento, várias coisas para fazer, acaba que vou passo a passo”, revelou.

Splitter assume uma das equipes mais famosas da NBA. O Chicago Bulls tem seis títulos da liga, todos conquistados na década de 90, quando teve Michael Jordan em seu elenco. De lá para cá, a franquia não retomou o protagonismo e vem em um momento de reconstrução, tendo reformulado todo o seu departamento técnico e começado a investir em um time jovem para buscar resultados a longo prazo. Nesta semana, por exemplo, a equipe de Chicago terá a quarta escolha no draft, a noite em que jovens do basquete universitário dos Estados Unidos ou de outras partes do mundo são recrutados para atuar profissionalmente na NBA.

“É algo que o brasileiro não está acostumado a ver, mas nos esportes americanos é muito comum. Vim para desenvolver os nossos jogadores, para que se tornem melhores. Temos que ter paciência. É um processo longo às vezes. Desenvolvê-los e aos poucos colher esses frutos. Quero imprimir um estilo de ganhar mais posses de bola, jogar rápido, mas mais importante que isso é criar uma cultura. Mais do que vitórias e derrotas. Espero continuar essa ascensão na carreira e que o Bulls tenha uma ascensão parecida e que possa competir por títulos no futuro”, concluiu Splitter.

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Martinelli admite substituir Raphinha e vê Neymar “querendo muito”

 O atacante Gabriel Martinelli admitiu a preferência por jogar na ponta esquerda do ataque, mas afirmou que, se o técnico Carlo Ancelotti precisar, atuará sem problemas no lado direito no duelo de quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), contra a Escócia, em Miami (Estados Unidos), pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

Embora não seja favorito, o jogador do Arsenal – que é destro – pode ser opção para o lugar de Raphinha, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita durante a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta (19), na Filadélfia (EUA). Os atacantes Rayan e Luiz Henrique, habitualmente utilizados pela direita, são os principais candidatos a saírem jogando.

“Primeiro, a gente fica triste pelo que aconteceu com o Rapha. Temos muitos jogadores de qualidade na frente. Eu, particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já fiz a [ponta] direita. Fiz também com o Ancelotti [no amistoso] contra a França [derrota por 2 a 1, em 26 de março]. Estamos todos dando o melhor para estarmos preparados. A decisão é do mister”, disse Martinelli em entrevista coletiva nesta segunda (22), no The Ridge, hotel onde está hospedada a seleção brasileira em Nova Jersey.

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“Joguei [pela direita] no Arsenal quando o Bukayo Saka [atacante da seleção inglesa] se machucou. Se ele [Ancelotti] pedir para jogar de lateral-direito, eu faço. Claro, mister!”, completou o atleta, que entrou em campo aos 19 minutos da etapa final contra o Haiti.

O camisa 22 do Brasil atua na Inglaterra, assim como metade dos 26 convocados da Escócia para a Copa. Por conhecer boa parte dos jogadores que estão do outro lado do confronto de quarta, o atacante – no Arsenal desde 2019 – pregou cautela quanto ao adversário, mas reforçou a importância de buscar a vitória e, por consequência, a liderança do Grupo C, que pode auxiliar a logística para a sequência do torneio.

Se ficarem em primeiro, os brasileiros permanecem nos Estados Unidos durante todo o mata-mata e podem seguir baseados em Nova Jersey, onde estão desde a chegada. Caso acabe na segunda colocação, a Amarelinha terá de jogar os 16 avos de final no México, na cidade de Monterrey. Avançando às oitavas, a equipe voltaria para território norte-americano. Assim, seria necessário mudar a logística, com o Brasil ficando “itinerante” no Mundial.

“Com certeza, será um jogo muito difícil. A Escócia tem jogadores de qualidade na frente. Tem o [meia John] McGinn, que a gente sempre enfrenta, do Aston Villa. O [Andy] Robertson, do Liverpool. O [também lateral Kieran] Tierney [ex-Arsenal, atualmente no Celtic, do futebol escocês], que é um dos melhores caras que conheci no futebol. Rápido e humilde. Espero que não jogue tão bem na quarta [risos]”, comentou Martinelli.

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“Queremos ir a Miami e ganhar, para classificarmos em primeiro e continuarmos aqui [em Nova Jersey], com todas as facilidades que tem, é muito melhor”, resumiu o brasileiro.

Martinelli foi questionado, também, sobre a volta do atacante Neymar aos treinos, após tratar uma lesão grau dois na panturrilha direita. Ele ainda respondeu se os jogadores estariam prontos para se dedicarem “10% a mais” se isso auxiliasse o rendimento do camisa 10.

“A gente correria 20, 30% a mais para potencializar o Ney ou o [atacante] Vini [Júnior], quem quer que seja. Se precisar defender em uma linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabe da capacidade que temos. Correria 10, 20, 30, 40% a mais para isso”, afirmou o jogador do Arsenal.

“Ele [Neymar] está em um nível muito alto. A gente pode ver a qualidade dele no treinamento, que todo mundo já sabe. A intensidade, o jeito que ele voltou, a gente vê que está querendo muito. Ficamos felizes de ter um jogador como ele do nosso lado”, concluiu Martinelli.

Neymar treina sem restrições com o grupo pelo segundo dia seguido

A seleção brasileira realizou nesta segunda-feira (22) a primeira atividade com grupo completo voltada ao terceiro e último jogo da primeira fase da Copa do Mundo. O atacante Neymar, que passou o último mês tratando uma lesão grau dois na panturrilha direita, participou sem restrições das atividades pelo segundo dia seguido e está mais próximo de estrear na competição.

Na quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Escócia, em Miami.

Como de praxe, a imprensa teve acesso somente aos primeiros 15 minutos dos trabalhos no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey. Durante esse tempo, o técnico Carlo Ancelotti dividiu o elenco em dois grupos com 12 jogadores, para atividades de movimentação e toque de bola rápido.

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França e Argentina podem garantir vaga hoje; confira os jogos da copa

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Neymar ficou junto do goleiro Weverton, do lateral Douglas Santos, dos zagueiros Marquinhos, Danilo e Léo Pereira, dos volantes Danilo Santos, Casemiro e Ederson, do meia Lucas Paquetá e dos atacantes Endrick e Igor Thiago. O grupo foi separado em dois times. O do camisa 10, de colete, ainda teve Danilo Santos, Endrick, Douglas Santos, Marquinhos e Casemiro.

Alisson poupado

O treino contou com 24 jogadores. Não estiveram em campo o atacante Raphinha, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta-feira (19), na Filadélfia, e o goleiro Alisson. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o defensor foi poupado para “controle de carga”.

No domingo (21), Alisson foi um dos únicos titulares do jogo passado a participar da atividade no gramado. Os outros foram Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

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O último treino antes da partida contra a Escócia será nesta terça-feira (23), às 10h30. Em seguida, a delegação brasileira viaja de Nova Jersey para Miami. A previsão é que Ancelotti e mais um jogador atendam à imprensa em entrevista coletiva a partir de 20h15, já no palco do jogo de quarta.

França e Argentina podem garantir vaga hoje; confira os jogos da copa

A segunda rodada dos grupos I e J colocará em campo, nesta segunda-feira (22), as duas seleções finalistas da Copa de 2022. A atual campeã, Argentina, joga às 14h em Dallas contra a Áustria.

Na sequência, às 18h, a vice-campeã França enfrenta o Iraque. A partida será na Filadélfia.

Completam a rodada Noruega e Senegal, às 21h, em Nova Jersey; e, à meia-noite, Jordânia e Argélia.

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Jogos desta segunda-feira, 22 de junho

14h – Argentina x Áustria (Grupo J)

18h – França x Iraque (Grupo I)

21h – Noruega x Senegal (Grupo I)

0h – Jordânia x Argélia (Grupo J)

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Grupo I

Classificação após a primeira rodada

França – 3 pontos

Noruega – 3 pontos

Senegal – 0 ponto

Iraque – 0 ponto

O Grupo I chega à segunda rodada com duas seleções na liderança, após a vitória da França por 3 a 1 diante do Senegal e o triunfo da Noruega por 4 a 1 sobre o Iraque.

A seleção francesa é favorita na partida de hoje contra o Iraque. Caso vença, poderá garantir vaga na segunda fase da competição.

Assim como a França, a Noruega pode chegar a seis pontos no duelo de hoje contra o Senegal, garantindo também vaga na próxima fase.

As duas lideranças do grupo se enfrentarão na última rodada da primeira fase, partida que provavelmente vai definir quem ficará em primeiro lugar na chave.

No duelo de hoje contra a Noruega, o Senegal busca seus primeiros pontos, na esperança de, com uma vitória na rodada final contra o Iraque, tentar se classificar entre os oito melhores terceiros colocados.

Como o Iraque tem o mesmo desafio, a terceira e última rodada da fase de classificação promete ser de grandes emoções para estas duas seleções que, até o momento, não pontuaram.

Grupo J

Classificação após a primeira rodada:

Argentina – 3 pontos

Áustria – 3 pontos

Argélia – 0 ponto

Jordânia – 0 ponto

O Grupo J terá confronto direto entre equipes que venceram na estreia. Argentina e Áustria chegam com três pontos após derrotarem Argélia e Jordânia pelos placares de 3 a 0 e 3 a 1, respectivamente.

Atual campeã do mundo, a equipe sul-americana entra em campo como favorita, apoiada em um elenco experiente e talentoso.

As expectativas são de que a Argentina busque impor seu jogo, controlando a posse de bola e fazendo pressão no campo ofensivo.

Embalada pela boa vitória na primeira rodada, a Áustria busca, no confronto com a Argentina, manter-se competitiva diante de um adversário tecnicamente superior. Caso vença, terá boas chances de terminar a primeira fase na primeira colocação.

Na outra partida, Jordânia e Argélia entram em campo de madrugada em busca de recuperação, após derrotas na primeira rodada.

Será, portanto, uma partida importante para quem quer avançar como uma das oito melhores terceiras colocadas.

Defesa do Irã brilha e segura o 0 a 0 contra a Bélgica em Los Angeles

Virou tendência nesta Copa do Mundo de 2026: o goleiro de uma seleção considerada inferior tem uma grande atuação para segurar o empate sem gols diante de uma favorita.

Neste domingo (21), isto aconteceu em Los Angeles, onde Irã – de Beiranvand – e Bélgica empataram por 0 a 0, resultado que deixa o grupo G completamente em aberto para a última rodada. No momento, as duas seleções têm dois pontos em duas partidas, enquanto Egito e Nova Zelândia, que ainda se enfrentam na noite deste domingo, somam um cada.

A Bélgica teve quase o dobro do tempo de posse de bola do adversário (56% contra 32% do Irã e 12% do tempo em disputa) e finalizou o triplo de vezes (21 contra 7). No entanto, quem balançou as redes foi o Irã, com Taremi, no primeiro tempo, em jogada que foi anulada por impedimento na cobrança ensaiada de falta.

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No segundo tempo, a Bélgica correu riscos após a expulsão de Ngoy, que fez uma falta para impedir um gol quase certo do adversário. No entanto, fiel à proposta defensiva, o Irã continuou segurando o resultado e contou com grande atuação do goleiro Beiranvand, que fez várias defesas difíceis e garantiu que o placar não fosse alterado.

Na última rodada do grupo G, na madrugada de sábado (27), a Bélgica tenta a primeira vitória contra a Nova Zelândia, em Vancouver, enquanto o Irã busca se classificar pela primeira vez ao mata-mata diante do Egito, em Seattle.

Espanha desencanta e vence a 1ª na Copa goleando a Arábia Saudita

Depois da má impressão deixada na estreia com empate diante de Cabo Verde, a Espanha se recuperou e goleou a Arábia Saudita por 4 a 0 neste domingo (21), em Atlanta, em partida válida pelo grupo H da Copa do Mundo de 2026. O jovem Lamine Yamal, de 18 anos, marcou o primeiro gol dele em Copas, o que abriu o placar para os espanhóis. Oyarzabal (2) e Tambakti (contra) marcaram os outros gols da Fúria, que ocupa momentaneamente a liderança da chave, com quatro pontos. A Arábia Saudita, o Uruguai e Cabo Verde – os dois últimos ainda se enfrentam nesta rodada – somam todos um ponto.

Reserva na estreia, Yamal foi titular no segundo jogo e abriu o placar logo aos oito minutos. Ele completou cruzamento de Oyarzabal, que foi o grande nome do jogo.

O atacante marcou o segundo e o terceiro gols num intervalo de dois minutos. Primeiro, aos 21, ele pegou uma sobra para ampliar e depois aos 22 recebeu de frente para o gol para marcar.

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Vozinha e Cabo Verde voltam aos gramados contra o Uruguai

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Na segunda etapa, a Espanha definiu o jogo com um gol logo no começo.

Aos quatro minutos, Cucurella finalizou para defesa de Al-Owais, mas a bola bateu em Tambakti e acabou entrando.

Com a partida resolvida, a Espanha promoveu várias mudanças e chegou a marcar o quinto com Ferran Torres, mas após consulta ao VAR o gol foi anulado por impedimento.

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Na derradeira e decisiva rodada da chave, na sexta-feira (26), Espanha e Uruguai fazem o duelo dos favoritos em Akron, enquanto Cabo Verde e Arábia Saudita se enfrentam em Houston.

João Fonseca fica com o vice na chave de duplas do ATP 500 de Halle

Na manhã deste domingo (21), a parceria formada pelo brasileiro João Fonseca e pelo alemão Daniel Altmaier acabou derrotada na decisão da chave de duplas do ATP 500 de Halle, na Alemanha, obra dos franceses Theo Arribage e Albano Olivetti, que venceram por 2 sets a 0, parciais de 7/6(7/2) e 6/4, em 1h22 de partida.

Fonseca e Altmaier inicialmente haviam sido derrotados ainda no qualificatório pelo americano Robert Galloway e o australiano John Peers, mas acabaram herdando uma vaga com a desistência do tenista australiano Nick Kyrgios, que fazia dupla com Mattia Bellucci, da Itália. Daí em diante, emendaram três vitórias até chegar à final.

Na chave de simples, Fonseca foi eliminado na estreia, ao perder para o alemão Yannick Hanfmann, número 59 do mundo, por 2 sets a 0. 

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