A Funsat disponibiliza, nesta terça-feira (7), 1.009 vagas de emprego em 123 profissões. As oportunidades são oferecidas por 127 empresas de Campo Grande e o encaminhamento é realizado para trabalhadores com cadastro atualizado no Sistema Nacional de Emprego (Sine).
Entre as vagas disponíveis estão ajudante de serralheiro, almoxarife, assistente de vendas, atendente de farmácia (balconista), auxiliar de contabilidade, desenhista técnico em arquitetura e chefe de serviço de limpeza, entre outras funções.
Do total de oportunidades, 572 são de perfil aberto, modalidade que não exige experiência anterior. Há vagas para alimentador de linha de produção (80), técnico de sondagem em obras de saneamento (20), motorista de ambulância (15), auxiliar de lavanderia (10), estoquista (6) e operador de telemarketing ativo (25).
O painel também conta com vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), distribuídas entre as funções de auxiliar de confecção (50), auxiliar de limpeza (1) e empacotador à mão (1). As informações sobre essas oportunidades podem ser obtidas no Guichê 1 da sede da Fundação.
O atendimento da Funsat ocorre das 7h às 13h, na sede localizada na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699.
#ParaTodosVerem: A imagem mostra uma pessoa, de cabelo grisalho, sendo atendida por uma funcionária da Funsat
O Brasil está no centro de duas audiências públicas que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, do nome original inglês) promove nesta semana para investigar supostas práticas comerciais desleais ou prejudiciais aos interesses comerciais estadunidenses.
A primeira, que trata da proposta estadunidense de sobretaxar em 25% uma série de produtos exportados pelo Brasil, começou na segunda-feira (6) e está prevista para terminar nesta terça (7). Estão em análise “atos, políticas e práticas brasileiras” em seis diferentes aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (Pix); tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.
A segunda audiência pública começa hoje, engloba 60 nações, incluindo o Brasil, e apura supostas falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e na proibição à exportação de bens produzidos com trabalho forçado. Neste caso, a expectativa é de que as argumentações se estendam por três dias, terminando na quinta-feira (9).
As audiências, em Washington (EUA), fazem parte do processo de consultas formais a representantes de setores produtivos e governos de países investigados e, ainda, representantes de empresas estadunidenses supostamente afetadas pelas práticas comerciais em análise.
As investigações são propostas com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses. A primeira foi instaurada em julho de 2025. A segunda, em março de 2026.
Dezenas de entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar dos dois dias de audiência pública agendada para tratar exclusivamente das práticas brasileiras. Entre elas, estão a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Embraer. O senador Flávio Bolsonaro, que também se inscreveu, será ouvido ainda hoje.
Estratégia
A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e o Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer) se inscreveram para participar das audiências públicas que tratam da acusação de que dezenas de países são favorecidos comercialmente por trabalho forçado e degradante em importantes setores econômicos, barateando seus custos de produção.
Em nota, a entidade antecipa sua estratégia e busca demonstrar que a sobretaxa na importação de rochas naturais brasileiras terá efeitos negativos para as empresas estadunidenses e para toda a economia dos Estados Unidos.
De acordo com a associação, o posicionamento conta com o respaldo de importantes organizações estadunidenses, como o Natural Stone Institute (NSI), principal entidade da cadeia produtiva de rochas naturais no país.
Segundo a Centrorochas, os Estados Unidos são o principal mercado internacional para rochas naturais exportadas pelo Brasil. Só no ano passado, as vendas brasileiras ao país totalizaram US$ 795 milhões, movimentando cerca de 587 mil toneladas de materiais destinados principalmente à fabricação de bancadas de cozinha e banheiro, revestimentos e outras aplicações residenciais e comerciais de alto padrão.
Para o vice-presidente da associação, Fábio Cruz, a aplicação de novas tarifas prejudicaria a competitividade das próprias empresas estadunidenses que utilizam a matéria-prima brasileira.
“As rochas naturais brasileiras não representam uma ameaça à produção doméstica americana. Pelo contrário, complementam uma cadeia produtiva que gera empregos, investimentos e renda em diversos estados dos Estados Unidos..”
No início do mês passado, o Estado brasileiro contestou os argumentos favoráveis à sobretaxa dos produtos brasileiros e as conclusões preliminares do USTR sobre o tema. Em documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA ou as empresas norte-americanas, e pediu que o governo estadunidense se abstenha de impor medidas unilaterais em virtude das investigações em curso.
“O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, disse o governo brasileiro.
No documento, o Itamaraty ressalta que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam da “discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são irrazoáveis e de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”.
“Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301”, acrescenta o documento, alegando que a legislação estadunidense não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano.”
A SAEG, Companhia de Serviços de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá, segue com o cronograma de limpeza e desinfecção dos reservatórios da cidade.
Nesta terça-feira, dia 07 de julho, será realizada a limpeza e manutenção do poço, além da lavagem do reservatório do Engenho D’Água.
Durante a execução dos serviços, o abastecimento poderá apresentar baixa pressão ou interrupções temporárias nas áreas atendidas pelo sistema.
A ação faz parte do trabalho contínuo de manutenção preventiva, garantindo mais qualidade, segurança e confiabilidade no abastecimento de água para a população.
Para mais informações, entre em contato pelo 156 ou pelo aplicativo 156 SAEG.
A 10ª edição da Feira Literária de Bonito (FLIB) começa nesta terça-feira (7), transformando a Praça da Liberdade em um grande espaço de encontro entre literatura, arte, música e cultura. Com o tema “Literatura: Linguagens, Histórias e Memórias”, a programação de abertura reúne atrações para todas as idades e marca o início de seis dias de atividades gratuitas.
A partir das 18h, o tradicional cortejo percorre a Rua Cel. Pilad Rebuá, na esquina com a Rua Monte Castelo, reunindo a Banda Municipal de Bonito, o Projeto Garoto Cidadão e o Ballet Municipal de Bonito. Em seguida, às 18h30, o público acompanha a chegada do cortejo ao palco principal, com apresentação da Banda Municipal e do Projeto Garoto Cidadão.
Às 19h acontece a cerimônia oficial de abertura da 10ª FLIB. Na sequência, às 20h, o ator Paulo Betti apresenta o monólogo “De Carona com a Cultura”, espetáculo que integra a programação cultural da feira. Encerrando a primeira noite, às 21h, o cantor Carlos Colman sobe ao palco para o show musical de abertura.
Consolidada como um dos principais eventos culturais de Mato Grosso do Sul, a FLIB reúne escritores, artistas, educadores e leitores em uma programação que valoriza a literatura, incentiva a formação de novos leitores e amplia o acesso à cultura por meio de palestras, oficinas, rodas de conversa, apresentações artísticas e atrações musicais.
Confira a programação completa: Programação – 10ª FLIB.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (7) que o surto de Ebola no Congo ainda não se estabilizou e continua se expandindo, com a transmissão impulsionada pela movimentação da população.
A República Democrática do Congo confirmou 1.561 casos, incluindo 506 mortes, no pior surto já registrado da rara cepa Bundibugyo do Ebola, para o qual, segundo a organização, não há tratamento ou cura comprovados.
“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, disse a médica Anne Ancia, representante da OMS no país, a repórteres por videoconferência de Bunia, no epicentro da epidemia.
Ela afirmou que ainda há grandes desafios, como a quase saturação de alguns centros de tratamento do Ebola, com índices de ocupação em torno de 90%.
De acordo com a médica, outra dificuldade ocorre porque os trabalhadores que adoecem na cidade mineira de Mongbwalu não estão buscando tratamento localmente, em vez disso, viajam e disseminam a doença para novas regiões.
“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, disse ela.
Nova política permanente de ordenamento urbano começa no dia 16 de julho no Leme, em Copacabana, Ipanema e Leblon
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, anunciou, nesta terça-feira (07/07), a criação do Programa Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público. A nova política permanente de ordenamento urbano será implantada na orla do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, com ações diárias para recuperar os espaços públicos, combater atividades sem autorização, proteger quem trabalha dentro da lei e impedir a reocupação das áreas fiscalizadas. A operação terá início no próximo dia 16 de julho.
— O objetivo é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir da data do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público — afirmou o prefeito.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o programa será baseado na ocupação territorial contínua, no patrulhamento ostensivo e na fiscalização integrada, com uso de tecnologias de monitoramento.
— Além da permanência territorial, vamos ter diversas ações de inteligência com a Polícia Civil e com a Polícia Militar. Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, nós já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente. Teremos fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, pontos com controle de acesso, apreensões de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos — explicou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.
O programa terá 69 pontos estratégicos de fiscalização e contará com 160 agentes por turno, em jornadas de 12 horas, totalizando 320 agentes mobilizados diariamente. Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio serão utilizados para ampliar o monitoramento e apoiar as equipes em campo.
As ações serão planejadas por ciclos operacionais, com protocolos padronizados, indicadores de desempenho e avaliação contínua dos resultados. O objetivo é assegurar o uso regular dos espaços públicos, garantir a livre circulação de pedestres, preservar a mobilidade urbana e o patrimônio público, fortalecer o turismo e reduzir fatores que possam favorecer a prática de crimes.
O secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, e o secretário Roberto Leão, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), participaram do lançamento, que ocorreu no Centro de Operações e Resiliência (COR), e reforçaram a importância do programa no combate ao crime organizado.
— Esse programa vem em boa hora, porque nós não podemos admitir que o crime organizado explore pessoas para que elas exerçam atividades comerciais de forma ilegal — afirmou o secretário Victor Santos.
Investigação e inteligência
As ações foram subsidiadas por relatórios de inteligência produzidos pela Seop, por informações das forças de segurança e por denúncias encaminhadas por meio da Central 1746 e do Disque Denúncia. Levantamentos realizados pela Prefeitura já identificaram cerca de 22 depósitos irregulares que podem estar ligados à estrutura de armazenamento, abastecimento e arrecadação do comércio não autorizado. As informações foram compartilhadas com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e com o Gabinete de Segurança Institucional do Governo do Estado para apoiar as ações de fiscalização e investigação.
A exploração irregular do espaço público envolve práticas como a cobrança ilegal pela utilização de pontos de venda, a exploração financeira de ambulantes, a venda e o aluguel clandestino de pontos, barracas, depósitos e equipamentos, além da comercialização de mercadorias sem origem comprovada e da manutenção de uma logística própria de abastecimento.
Segundo estimativas da Prefeitura, a estrutura irregular reúne cerca de mil ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano apenas com a locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos.
O enfrentamento dessas atividades busca desarticular as estruturas que sustentam a exploração irregular do espaço público e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas associadas ao crime organizado.
Fiscalização permanente
Entre as ações previstas estão a fiscalização diária do comércio ambulante irregular, a apreensão de mercadorias sem origem comprovada, o combate aos depósitos clandestinos e à logística de abastecimento, a remoção de estruturas e equipamentos irregulares e a desocupação de áreas públicas.
Também serão fiscalizados carrinhos, carrocinhas, barracas, mobiliários, veículos de tração humana e demais equipamentos utilizados em atividades econômicas.
De acordo com o decreto que institui o programa, os órgãos competentes poderão reter ou apreender bens quando não houver documento fiscal idôneo que comprove sua origem lícita. A restituição dependerá da comprovação da propriedade, da regularidade da mercadoria ou do equipamento e do cumprimento das exigências previstas na legislação municipal, respeitado o processo administrativo.
A área abrangida pelo programa inclui a faixa de areia, os calçadões, os passeios públicos, as ciclovias, as praças, os canteiros, as áreas de lazer, os equipamentos públicos e as demais áreas compreendidas entre os edifícios e o mar.
Proteção aos ambulantes legalizados
O Programa Tolerância Zero também tem como prioridade proteger os comerciantes regularmente autorizados, que poderão continuar trabalhando de acordo com as regras municipais. Antes do início das ações, a Seop expedirá um Termo de Orientação aos ambulantes e demais responsáveis por atividades econômicas na área, com informações sobre as normas municipais e as restrições de uso do espaço público.
A Prefeitura garantirá espaços adequados para as atividades legalizadas, como a Feira Noturna e a Feirarte de Copacabana, além de dois imóveis destinados à implantação de depósitos legalizados na região.
Vagas de emprego e qualificação profissional
Os trabalhadores que desejarem deixar a informalidade poderão ser encaminhados ao Oportunidades Cariocas (https://carioca.rio/servicos/oportunidades-cariocas/), portal da prefeitura que oferece orientação, qualificação profissional, inclusão produtiva, vagas de emprego e acesso a outros programas da Prefeitura.
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de trabalho dentro da lei, reduzir a informalidade e oferecer alternativas de geração de renda. Nos últimos cinco anos, foram criados 393,4 mil empregos formais na cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Presença permanente do poder público
A operação segue metodologias adotadas em ações de ordenamento realizadas no Arpoador, em Campo Grande, no Saara, na Uruguaiana e, mais recentemente, na Lapa. O modelo combina presença permanente do poder público, pronta resposta às irregularidades e prevenção da reocupação dos espaços fiscalizados.
Além da fiscalização do comércio irregular, os agentes da Seop continuarão apoiando outros órgãos municipais na verificação de alvarás de funcionamento, na conservação das áreas públicas e nas abordagens a pessoas em situação de rua, realizadas em conjunto com a Secretaria de Assistência Social.
O primeiro relatório da intervenção no sistema de transporte público de Campo Grande, divulgado nesta semana, aponta restrições financeiras com cerca de R$ 20 milhões em dívidas do Consórcio Guaicurus, concessionário do serviço, envolvendo bancos e fornecedores.
Além disso, foram identificadas fragilidades operacionais decorrentes da frota de ônibus defasada, na qual aproximadamente 190 veículos possuem mais de 10 anos de uso, bem como problemas na gestão da concessão, com atrasos de tributos desde 2014.
As informações foram apresentadas pela equipe interventora, liderada pelo advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, na Câmara Municipal de Campo Grande.
O relatório de acompanhamento traz informações iniciais referentes aos 20 dias de atuação do grupo de intervenção, de modo a manter a transparência, cooperação e contribuir com o diálogo institucional.
Até o momento, as ações da equipe interventora foram dedicadas à estabilização da operação, a preservação da continuidade dos serviços prestados e a triagem crítica de informações, análise de contratos firmados, situação financeira para a abertura do processo administrativo.
“Uma vez estabilizada a prestação de serviço, vamos aprofundar naquilo que é um dos objetivos da intervenção, que é fazer toda essa parte de auditoria contratual e financeira da empresa, como esse contrato transcorreu durante todo esse período, as eventuais falhas nessa prestação de serviço para apresentar o relatório final, fazendo as sugestões necessárias para que a prefeita possa tomar sua decisão”, afirma Alexandro Oliveira.
O decreto de intervenção foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande no dia 16 de junho. A medida afastou o Consórcio Guaicurus da gestão até que irregularidades sejam analisadas.
O consórcio é formado pelas empresas Viação Cidade Morena Ltda, Viação São Francisco Ltda, Jaguar Transportes Urbanos Ltda e Viação Campo Grande Ltda. A medida tem prazo de até 180 dias e busca garantir a continuidade e a qualidade do serviço prestado à população.
#ParaTodosVerem: A imagem mostra um ônibus circulando
Campo Grande tem se consolidado como uma cidade de acolhimento para imigrantes internacionais e refugiados que chegam em busca de novas oportunidades, segurança e qualidade de vida. Mais do que um ponto de passagem, a Capital sul-mato-grossense vem estruturando políticas públicas que garantem acesso a direitos, inclusão social e oportunidades para que essas pessoas reconstruam suas trajetórias com dignidade.
O crescimento da população migrante também se reflete na procura pelos serviços públicos municipais. Somente em 2025, a rede de assistência social realizou 5.569 atendimentos voltados a migrantes internacionais por meio do Serviço Especializado de Assistência Social (Seas), das unidades de acolhimento institucional para adultos e famílias e das casas de passagem conveniadas.
De acordo com a superintendente de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Priscila Justi, Campo Grande avançou significativamente na organização de políticas voltadas para esse público.
“Hoje o município não é apenas uma rota de passagem. Temos uma população migrante que escolhe permanecer em Campo Grande e construir sua vida aqui. Por isso, trabalhamos para garantir acolhimento, acesso aos serviços públicos e oportunidades de integração social”, destaca.
Os estudos que subsidiaram a criação do Plano Municipal de Promoção, Proteção e Apoio aos Migrantes Internacionais e Refugiados apontam que cerca de 3.804 migrantes internacionais vivem na Capital há mais de dois anos. Entre eles, os venezuelanos representam historicamente um dos maiores grupos atendidos pela rede municipal.
Acolhimento humanizado desde a chegada
Ao chegar à cidade, muitas famílias enfrentam desafios relacionados à documentação, moradia, emprego, acesso à saúde, educação e adaptação cultural. Para atender essas demandas, a Prefeitura mantém uma rede integrada de atendimento que começa com uma escuta qualificada realizada pelas equipes da assistência social.
Dependendo da situação apresentada, os migrantes podem ser atendidos pelo Seas Rodoviária, quando estão em trânsito, pelo Centro POP, nos casos de pessoas em situação de rua, pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), ou ainda encaminhados para unidades de acolhimento institucional e casas de passagem quando necessitam de proteção temporária.
Nesses espaços, as famílias encontram estrutura para recomeçar. Os acolhidos recebem quartos organizados, roupas de cama limpas e local adequado para guardar seus pertences. Mulheres acompanhadas dos filhos permanecem nos alojamentos femininos, enquanto homens e pais solteiros são direcionados aos alojamentos masculinos. As unidades também oferecem alimentação, acompanhamento social e encaminhamentos para os demais serviços públicos.
Para ampliar ainda mais esse suporte, o município está implantando o Centro de Referência em Direitos Humanos para Migrantes, Refugiados e Apátridas (Cemigra), que será a porta de entrada especializada para essa população, oferecendo orientação, acolhimento e articulação com toda a rede de proteção.
Recomeço com apoio e novas oportunidades
Entre as histórias de quem encontrou em Campo Grande a oportunidade de reconstruir a própria vida está a do venezuelano Alexander Beroes. Ele chegou à Capital em 2022 acompanhado da esposa e das filhas, fugindo da crise econômica e social que afetava seu país de origem.
Na Venezuela, Alexander era professor universitário, mas enfrentava dificuldades para garantir condições dignas de vida para a família. Ao chegar a Campo Grande, encontrou apoio por meio da rede de assistência social do município, que auxiliou a família nos primeiros passos de adaptação à nova realidade.
O início foi marcado por desafios. Para sustentar a família, Alexander realizou trabalhos temporários e diárias enquanto buscava estabilidade financeira. Com o suporte dos serviços oferecidos pela Prefeitura e muito esforço, conseguiu se estabelecer, conquistar uma moradia e construir uma nova trajetória na cidade.
Alexandre atualmente após reconstruir a vida em Campo Grande (Arquivo Pessoal)
“Não foi fácil eu chegar até aqui, mas com certeza eu não troco Campo Grande por nada. Aqui temos segurança, qualidade de vida e empregos dignos. Fomos muito bem recebidos pela cidade”, relata.
Hoje, já integrado à comunidade, ele vê na Capital o lugar onde a família encontrou oportunidades para recomeçar e planejar o futuro. A história de Alexander reflete a realidade de muitos migrantes que chegam ao município em busca de proteção, acolhimento e melhores condições de vida.
Educação garante inclusão e respeito à diversidade
Entre os primeiros passos para a integração das famílias está o acesso à educação. Atualmente, a Rede Municipal de Ensino (Reme) atende 672 estudantes venezuelanos, sendo 617 matriculados no ensino fundamental e 55 na educação infantil.
O acolhimento começa ainda no processo de matrícula, quando equipes da Divisão de Políticas Específicas de Educação realizam uma escuta individualizada para compreender a trajetória escolar do estudante e sua realidade familiar.
Quando necessário, os alunos passam por avaliação diagnóstica para garantir o ingresso na etapa de ensino mais adequada ao seu desenvolvimento. A prioridade é matricular a criança ou adolescente na unidade escolar mais próxima de sua residência ou da instituição de acolhimento onde está hospedado temporariamente.
Além da matrícula, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) desenvolve acompanhamento contínuo junto às escolas, orientando professores e equipes pedagógicas sobre práticas inclusivas e interculturais.
Um dos principais focos é o trabalho com o Português como Língua de Acolhimento (PLAc), metodologia que auxilia estudantes estrangeiros a desenvolverem a comunicação em português sem perder o vínculo com sua língua materna e identidade cultural.
Nas salas de aula, materiais adaptados, atividades lúdicas, projetos interdisciplinares, rodas de conversa e ações de valorização da diversidade ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento e a integração entre estudantes brasileiros e migrantes.
Trabalho e qualificação como caminhos para a autonomia
A inserção no mercado de trabalho também é uma das prioridades da rede municipal. Por meio da Fundação Social do Trabalho (Funsat), os migrantes recebem encaminhamentos para vagas de emprego, qualificação profissional e cursos que auxiliam no processo de adaptação à cidade.
Uma das iniciativas em andamento é o curso gratuito de Língua Portuguesa para estrangeiros, realizado em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Com carga horária de 60 horas, a capacitação foi desenvolvida para atender estudantes com diferentes níveis de conhecimento do idioma e contribuir para a integração social e profissional dos participantes.
As aulas normalmente acontecem no período noturno, permitindo a participação de trabalhadores que buscam aperfeiçoar a comunicação e ampliar as oportunidades de emprego.
Moradia também integra a rede de proteção
O acesso à habitação é outro aspecto contemplado pelas políticas municipais. Por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), migrantes e refugiados podem participar dos programas habitacionais do município, desde que atendam aos critérios estabelecidos, como comprovação de residência em Campo Grande há pelo menos dois anos e situação documental regular.
Além disso, cinco imigrantes já foram beneficiados em caráter emergencial pelo Programa Recomeçar Moradia, que oferece auxílio para custeio temporário de aluguel a famílias em situação de vulnerabilidade. Atualmente, essas pessoas já não fazem parte do programa, tendo conquistado novas condições de autonomia.
Rede integrada garante acesso a direitos
A política municipal de atendimento aos migrantes envolve diversas áreas da administração pública, incluindo assistência social, saúde, educação, trabalho, habitação e direitos humanos. A articulação é coordenada pelo Comitê Interinstitucional Municipal para Políticas Públicas para Migrantes Internacionais e Refugiados, criado pela Lei Municipal nº 7.271/2024.
A proposta é assegurar que cada família receba atendimento integral, considerando suas necessidades específicas e fortalecendo a construção de novos projetos de vida.
Ao investir em acolhimento humanizado, acesso à educação, qualificação profissional, moradia e garantia de direitos, Campo Grande reafirma seu compromisso com a inclusão e demonstra que a solidariedade e o respeito à diversidade fazem parte da identidade da cidade.
Promovido pela Secretaria do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal (Sema), o projeto nasce com foco na descentralização do atendimento público veterinário, aproximando os serviços essenciais da população, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social e com dificuldade de acesso aos atendimentos convencionais.
No consultório móvel, de forma gratuita, são oferecidas consultas veterinárias preventivas, orientações aos tutores, avaliação clínica, acompanhamento básico de saúde animal e encaminhamentos quando necessários. O público prioritário são as famílias em situação de vulnerabilidade social que possuam o Cadastro Único (CadÚnico) ativo, do Governo Federal, com renda familiar de até dois salários mínimos.
Mais informações podem ser obtidas junto à Sema, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, pelo telefone: (15) 3219-2280.