Durante o mês de março, a Secretaria Executiva da Mulher (Semu) intensificou suas ações em Campo Grande, levando oportunidades, qualificação profissional e apoio direto às mulheres da Capital.
Entre as iniciativas, o curso de secretariado contribuiu para a formação e preparação de mulheres para o mercado de trabalho, ampliando conhecimentos e fortalecendo habilidades. Já o Projeto Treina Mulher manteve suas atividades voltadas à promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida.
A empregabilidade também foi pauta importante ao longo do mês. Por meio do Emprega Mulher, diversas participantes tiveram acesso a atendimentos e encaminhamentos para oportunidades profissionais, reforçando a autonomia financeira feminina.
No campo do empreendedorismo, o curso “Venda como Rainha” trouxe orientações práticas, técnicas de vendas e estratégias para impulsionar pequenos negócios. A Sala da Mulher Empreendedora seguiu como espaço de apoio contínuo, oferecendo suporte para mulheres que desejam crescer e se desenvolver no mundo dos negócios.
A Semu também esteve presente na ação social “Todos em Ação”, realizada na região do Lageado, levando serviços, orientações e acolhimento à comunidade local.
Outra atividade de destaque foi o curso de bordado livre, que incentivou a criatividade e abriu novas possibilidades de geração de renda para as participantes.
Encerrando a programação do mês, a Secretaria celebrou o Dia do Artesão, valorizando o talento, a dedicação e o trabalho de mulheres que encontram no artesanato uma fonte de renda e expressão cultural.
Com uma agenda diversificada e focada no fortalecimento feminino, março foi marcado por conquistas, aprendizado e transformação. A expectativa é de que abril traga ainda mais ações e oportunidades para as mulheres de Campo Grande.
#ParaTodosVerem: Mulheres durante capacitação na Semu
O Procon de João Pessoa emitiu notificação à operadora de plano de saúde Unimed para que explique, em um prazo de 48 horas, as denúncias dos usuários, inclusive de pais de crianças de colo e recém-nascidos, dando conta de má prestação de serviços, a exemplo da demora no atendimento e de pacientes sendo acomodados em locais inadequados e com outras pessoas com quadro clínico distintos e incompatíveis, além da falta de estrutura, como falta de leitos, para atender a demanda.
Segundo o secretário do Procon-JP, Junior Pires, quando se somam as diversas reclamações dando conta das falhas, há a possibilidade da Cooperativa estar descumprindo as normas contratuais firmadas com os consumidores. “E não se trata apenas de cumprir o que está previsto no contrato, mas, também, da falta de condições mínimas de segurança e conforto, principalmente para o público em situação mais vulnerável como os bebês e crianças de colo”, explica.
Segundo relato dos consumidores, o atendimento realizado nas emergências da Unimed passa por demora excessiva no atendimento, acomodação em locais inadequados e em divergência daqueles contratados pelo consumidor junto ao plano de saúde, acomodação conjunta de crianças com quadro distintos e incompatíveis, inclusive com doenças que podem demandar isolamento ou cuidados específicos, situação que pode representar riscos à saúde e à integridade dos outros pacientes.
Outro ponto ressaltado nas reclamações dos consumidores se refere aos reiterados comunicados aos pais e responsáveis por crianças, e aos pacientes em geral, sobre a inexistência de leitos disponíveis, circunstância que comprova a má prestação de serviço.
Junior Pires acrescenta que a notificação pede que a Unimed se explique diante dos fatos relatados pelos consumidores. “A operadora tem 48 horas para se justificar considerando as denúncias que têm chegado ao Procon-JP, principalmente agora, com a cidade passando por um surto de doenças virais”.
Atendimentos do Procon-JP
Sede:Avenida Pedro I, 382, Tambiá, das 8h às 17 (distribuição de fichas entre às 8h e às 16h30)
Com escuta ativa, protagonismo juvenil e construção coletiva, o Fórum das Juventudes reuniu 172 participantes, entre jovens e gestores públicos, na última sexta-feira (27), no Complexo Multiuso da UFMS, em Campo Grande, como parte da programação do Festival da Juventude 2026.
Vindos de diferentes territórios de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande, Nioaque, Figueirão, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Água Clara e Corumbá, os jovens participaram de uma tarde de diálogos, trocas e construção de propostas que irão subsidiar a atualização do Plano Estadual da Juventude.
Fórum das Juventudes foi realizado dentro da programação do Festival da Juventude 2026, na UFMS. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
A atividade integrou o Circuito da Juventude, iniciativa que percorreu diversas regiões do Estado promovendo escuta qualificada e participação social. Ao todo, o Fórum resultou na consolidação de 40 propostas, organizadas em cinco eixos temáticos: Educação, Profissionalização, Trabalho e Renda; Cultura, Esporte e Lazer; Participação Social, Diversidade e Igualdade; Sustentabilidade, Meio Ambiente, Território e Mobilidade; e Saúde Mental.
“O fórum faz parte de um circuito. A gente passou por sete regiões realizando essas escutas e o Conselho esteve presente em todos os momentos. Tudo isso que está acontecendo aqui, dentro do festival, é fruto de uma construção coletiva e de parceria. E não é um espaço para elogios, mas de debate e construção de participação social”, destacou o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz.
Divididos em eixos, juventudes puderam trazer contribuições para plano estadual. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
A abertura do encontro foi marcada por uma apresentação cultural de rap, construída a partir de uma nuvem de palavras elaborada pelos próprios participantes com a temática “o que é ser jovem?”. A intervenção artística trouxe para o centro do debate as vivências e percepções da juventude presente, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade coletiva.
Durante a programação, os participantes foram divididos em grupos de trabalho, com mediação especializada, para discutir desafios e apontar soluções a partir de suas realidades. Cada grupo elencou, pelo menos, três propostas prioritárias, posteriormente apresentadas em plenária.
Cada temática elencou, no mínimo, três propostas para serem apresentadas em plenária. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
Para a presidente do Conselho Estadual de Juventude, Isabela Nantes, o espaço foi pensado para garantir voz ativa aos jovens. “Esse é um espaço para vocês falarem, questionarem, colocarem suas demandas. A gente precisa discutir acesso ao esporte, oportunidades de trabalho e construir metas reais. E isso também passa por orçamento, por garantir que a política pública de juventude tenha recursos para acontecer”, afirmou.
A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, reforçou a importância de reconhecer e aproveitar as oportunidades. Em um relato pessoal, ela compartilhou sua trajetória marcada por desafios e destacou o papel da educação e das políticas públicas na transformação de vidas.
“Às vezes, a gente fecha os olhos para aquilo que pode mudar a nossa vida. Hoje, vocês têm a oportunidade de construir um plano que não é para ficar no papel, mas para transformar realidades, nas escolas públicas, nas periferias, nas comunidades indígenas e ribeirinhas”, afirmou.
Viviane Luiza também destacou o investimento do Governo do Estado no fortalecimento da participação estudantil, com repasses financeiros para grêmios escolares. “A participação da juventude dentro do governo começa na escola, na comunidade. É ouvindo vocês que a gente constrói políticas públicas mais justas e efetivas”, completou.
Vozes da juventude
Do Instituto Mirim, Thallysa destaca importância de poder construir o futuro dos jovens sul-mato-grossenses. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
Entre os participantes, a estudante Thallysa Antero de Luna, de 17 anos, moradora do bairro União, destacou a importância de contribuir com ideias para o futuro. “Isso pode complementar na melhora da cidade, da infraestrutura. É muito útil poder participar, porque são várias opiniões e isso pode melhorar futuramente”, afirmou.
De Ribas do Rio Pardo, o estudante Jhoseff ressaltou o quanto ser ouvido é fundamental. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
Do município de Ribas do Rio Pardo, o estudante Jhoseff Gabriel, de 16 anos, da Escola Estadual Maria Ramos, também ressaltou o valor de ser ouvido. “Acho que pode ser gratificante para algumas pessoas poder se expressar, se libertar. Às vezes, o que falta para a juventude é mais educação”, disse.
Já o jovem Samuel Bobson, estudante do IFMS, chamou atenção para a necessidade de ampliar o acesso à cultura e aos espaços públicos.
Do IFMS, Samuel apresentou falas acerca de oportunidades que as propostas precisam trazer. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
“A gente ficou muito preso nas telas e agora que pode sair, muitas vezes não tem o que fazer. É preciso levar ações para as praças, dar espaço para artistas, grupos de teatro. A arte não precisa de milhões para acontecer, ela precisa de oportunidade. A gente precisa de palco para poder brilhar”, defendeu.
Ao final do encontro, as 40 propostas sistematizadas passam a compor um conjunto de subsídios técnicos e políticos que irão orientar a elaboração do novo Plano Estadual da Juventude, com foco em maior aderência às realidades contemporâneas das juventudes sul-mato-grossenses.
Além da construção de propostas, o encontro fortaleceu a articulação entre poder público, conselho de juventude e lideranças locais, consolidando o Fórum como um espaço estratégico de participação cidadã e de desenvolvimento do senso crítico e do engajamento político entre jovens.
Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania Fotos: Paula Maciulevicius/SEC
O programa Festa do Disco estreia sua nova temporada nesta quinta-feira (2), às 22h, na Rádio Nacional, com a participação do cantor e compositor Chico César nos dois primeiros episódios. Produzida e apresentada pela jornalista Cibele Tenório, a atração da emissora pública faz uma imersão nos bastidores da criação de álbuns que marcaram a história da música brasileira, revisitando tanto obras consagradas quanto produções contemporâneas.
A cada edição semanal, Cibele recebe artistas, produtores, biógrafos e pesquisadores musicais, que desvendam histórias e curiosidades por trás desses trabalhos. Nos dois episódios que abrem a nova leva de programas, nesta quinta e no dia 9 de abril, a jornalista bate um papo com Chico César sobre seu primeiro disco, Aos Vivos. Além da entrevista, os ouvintes vão conferir as canções do álbum lançado em 1995.
No primeiro programa, Chico relembra a infância em Catolé do Rocha, as referências musicais que o formaram e o início da carreira em São Paulo apresentando-se em barzinhos até conseguir gravar seu álbum de estreia. O artista destaca também a surpresa e a perplexidade com o sucesso de Mama África, as comparações entre ele e Caetano Veloso e a maneira como suas composições passaram a ser disputadas por cantoras e intérpretes da música brasileira, como Daniela Mercury e Elba Ramalho.
No segundo episódio, Chico César traz mais histórias sobre as inspirações de canções como Mulher, eu sei. O cantor também revela bastidores da gravação do disco e a repercussão do álbum após o lançamento.
Nova temporada de Festa do Disco
Sempre com destaque para os clássicos da música brasileira, mas com espaço também para álbuns mais recentes, a nova temporada de 13 edições de Festa do Disco traz o baiano Lucas Santtana e seu recém-lançado Brasiliano, obra que marca as comemorações de seus 25 anos de carreira. O programa apresenta ainda clássicos como Gita, de Raul Seixas, sendo o entrevistado o produtor do disco Marco Mazzola, além de discos emblemáticos como Dom Salvador e a Abolição, com uma conversa com o músico Dom Salvador, que vive em Nova Iorque há muitos anos.
As novas edições também vão celebrar o pioneirismo da Rainha do Xaxado, Marinês, com seu álbum Nordeste e seu ritmo. O entrevistado será o maestro Marco Farias, filho da cantora. Outro destaque é a participação de Paulo César de Araújo, biógrafo de Roberto Carlos, sobre o disco Roberto Carlos, que marca a transição de Roberto do iê-iê-iê para uma fase mais madura como cantor.
Sobre o Festa do Disco
O programa Festa do Disco destaca semanalmente um álbum brasileiro emblemático em entrevistas com artistas, produtores e pesquisadores musicais. Os entrevistados são convidados a revelar bastidores, curiosidades, inspirações, contextos e o processo criativo de cada obra.
Conduzido pela jornalista Cibele Tenório, o bate-papo é intercalado pelas faixas do disco para que o ouvinte conheça também as canções de grandes álbuns da discografia nacional.
Festa do Disco vai ao ar na Rádio Nacional às quintas-feiras, às 22h. É possível também ouvir o programa pelo aplicativo Rádios EBC, disponível para download na Apple Store e Google Play. Além disso, os episódios do programa estão disponíveis no site https://radios.ebc.com.br/festa-do-disco.
Rádio Nacional
A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.
Serviço
Festa do Disco – Estreia da nova temporada – quinta-feira, dia 02/04, às 22h, na Rádio Nacional
Campo Grande será palco da grande decisão do Campeonato Sul-mato-grossense de Futebol nesta quinta-feira (2), às 19h30. O Estádio Toca do Leão, localizado no Parque Jacques da Luz, na região das Moreninhas, recebe o confronto final entre Operário Futebol Clube e Bataguassu Futebol Clube, reunindo torcedores e movimentando o cenário esportivo da Capital.
Administrado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), o estádio tem se consolidado como um dos principais espaços para o futebol profissional no Estado. A escolha do local para sediar a final foi definida pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), em parceria com o município.
Dentro de campo, o Operário chega com vantagem após vencer o primeiro jogo por 3 a 1, resultado que aumenta a expectativa da torcida campo-grandense na disputa pelo título estadual.
A realização das partidas no estádio das Moreninhas é fruto da parceria entre a Prefeitura e a FFMS, que tem viabilizado a utilização do espaço para jogos oficiais e ampliado o acesso da população a grandes eventos esportivos.
Estrutura para grandes decisões
De acordo com o diretor-presidente da Funesp, Maicon Mommad, a final reforça o protagonismo do espaço no calendário esportivo.
“Amanhã sediaremos a final do campeonato estadual de futebol profissional de Mato Grosso do Sul, com a participação do Operário, que representa Campo Grande. A decisão acontece no estádio Jacques da Luz, que hoje é palco dos principais eventos esportivos ligados ao futebol na capital”, destacou.
Segundo ele, o estádio vem sendo preparado para receber competições de alto nível. “O espaço já recebeu jogos da Copa do Brasil e da Série D, e agora será o cenário da final do estadual. Destaco o compromisso da Prefeitura de Campo Grande com o esporte e com o futebol profissional, oferecendo às equipes da capital uma estrutura adequada, que passou por melhorias e modernização, atendendo aos requisitos para competições de alto nível”, finaliza.
#ParaTodosVerem: Imagem do Estádio Jacques da Luz.
Após quase um ano de trabalho articulado entre instituições públicas e sociedade civil, o GTI (Grupo de Trabalho Interinstitucional) FortaleSer, da Rede de Enfrentamento ao Racismo, apresentou como resultado das atividades o Instrumento Técnico da Rede de Enfrentamento ao Racismo e à Intolerância Religiosa. O material foi construído ao longo de 2025 com o objetivo de orientar, de forma prática, a atuação do Estado e dos municípios diante de situações de discriminação racial e religiosa.
O documento foi apresentado no painel que encerrou a programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Enfrentamento à Intolerância Religiosa, realizado no dia 20 de março, na SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), marcando um momento simbólico de síntese e compromisso com o fortalecimento das políticas públicas na área.
Integrantes do GTI, Irinéia Cesário, Giselle dos Santos, Myla Meneses e Fabrício Dias, junto ao subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Instituído no primeiro semestre de 2025, o GTI é coordenado pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, vinculada à SEC, e tem como missão prevenir, enfrentar e erradicar todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, promovendo a igualdade de direitos e oportunidades para todas as populações étnico-raciais.
A iniciativa reúne representantes de diversas secretarias estaduais, como Saúde (SES), Educação (SED) e Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e de instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Também integram a rede grupos e organizações que representam os movimentos negros no Estado, ampliando o diálogo e a construção coletiva das ações.
Apresentação foi realizada durante painel que encerrou a campanha 21 dias de Ativismo. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Guia para atuação integrada
Com 37 páginas, o instrumento técnico funciona como um guia prático para gestores públicos, profissionais da rede de proteção e representantes da sociedade civil. O documento apresenta diretrizes para organizar e fortalecer a Rede de Enfrentamento ao Racismo e à Intolerância Religiosa em Mato Grosso do Sul, com orientações que vão desde o acolhimento das vítimas até o encaminhamento e o monitoramento dos casos.
Entre os principais pontos, o material reúne a finalidade da rede, seus princípios e fundamentos legais, além de conceitos essenciais para a compreensão do racismo e da intolerância religiosa. Também detalha a estrutura de atuação integrada entre áreas como saúde, educação, assistência social, segurança pública e sistema de justiça.
O documento traz ainda orientações práticas para atuação nos territórios, fluxos de atendimento diante de denúncias e recomendações para que os municípios implementem ou aprimorem suas redes locais, respeitando as diferentes realidades.
Construção coletiva e atuação na ponta
Subsecretário ressaltou importância de documento na sistematização do trabalho em todas as frentes. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Durante a apresentação do guia, o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, destacou o papel da Rede Fortalecer, formada por instituições governamentais e não governamentais, como um dos principais desdobramentos do programa “MS sem Racismo”.
“Nesse quase um ano de atuação, a rede chegou aos municípios, à ponta, enfrentando o racismo de forma concreta. Um dos grandes desafios era construir esse instrumento técnico, que é uma cartilha, um manual que orienta a sociedade sobre a política de combate ao racismo e à intolerância religiosa”, explicou.
Segundo ele, o material sistematiza a atuação das diferentes áreas, apresenta a classificação das formas de racismo, reúne dispositivos legais, tipos de violência e indica os canais de denúncia disponíveis para a população.
Avanços institucionais e mudança de cultura
Colaborador do GTI, o delegado da Polícia Civil, Fabrício Dias dos Santos, ressaltou que o trabalho em rede tem promovido mudanças importantes dentro das instituições, especialmente na área da segurança pública.
“Hoje já adequamos a linguagem: não falamos mais apenas em injúria racial, mas em racismo na modalidade injúria racial. Pode parecer pouco, mas isso tem um impacto muito grande na sociedade”, afirmou.
Ele também destacou a criação de protocolos de atendimento voltados à população negra, indígena e cigana, além da inclusão de uma disciplina específica sobre enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa na formação de novos policiais civis. “É uma mudança de postura institucional, que mostra que a Polícia Civil está voltando os olhos para essa questão”, completou.
Representando a SED (Secretaria de Estado de Educação) no GTI, a vice-presidente do Cedine (Conselho Estadual dos Direitos do Negro), Myla Meneses, enfatizou que a atuação em rede fortalece as ações dentro das escolas.
“Hoje já conseguimos diferenciar, inclusive nos sistemas de denúncia, que racismo não é bullying. São coisas distintas, e isso já está disciplinado. Também estamos construindo um protocolo antirracista para as escolas e uma campanha de identidade étnico-racial, para que os estudantes possam se reconhecer e, a partir disso, construir um ambiente com menos racismo e mais respeito”, afirmou.
Técnica da Subsecretaria, Irinéia resume que Programa MS sem Racismo reúne luta histórica. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
No âmbito municipal, a representante do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial de Campo Grande, Giselle dos Santos, destacou que o desafio é ampliar o debate para além das datas simbólicas.
“Estamos trabalhando para que o racismo seja discutido no dia a dia, dentro das secretarias, com capacitação de servidores e ações contínuas. A participação na rede tem fortalecido esse processo e ajudado o município a avançar”, disse.
Política estruturada e olhar para os territórios
Encerrando a apresentação, a técnica da Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Irineia Cesário, reforçou que o programa “MS sem Racismo” integra uma série de iniciativas estruturantes.
“Esse programa reúne uma luta histórica. E, junto com ele, temos o plano de ação antirracista, que vai efetivar essas políticas. Nosso desafio é ampliar esse olhar para diferentes populações, incluindo comunidades quilombolas, além da população urbana”, destacou.
Para visualizar o guia completo, clique aqui.
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC
O Governo de Minas Gerais informa que o governador Mateus Simões decidiu nomear a defensora pública Caroline Loureiro Goulart Teixeira para o cargo de Defensora Pública-Geral do Estado de Minas Gerais, para o biênio 2026-2028.
A escolha foi realizada a partir da lista tríplice encaminhada pela Defensoria Pública do Estado, conforme previsto na legislação vigente.
“A Defensoria Pública exerce um papel essencial na garantia de direitos e no acesso à justiça. Tenho convicção de que a Dra. Caroline conduzirá a instituição com competência, compromisso público e sensibilidade social”, destacou o governador.
O Governo de Minas deseja êxito à nova Defensora Pública-Geral e reforça o reconhecimento à relevância da instituição para a população mineira.
Agradece, ao mesmo tempo, a defensora pública Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias, que esteve à frente da instituição por dois mandatos, pelo trabalho realizado, pela dedicação ao fortalecimento da Defensoria Pública e pela parceria institucional ao longo de sua gestão.
Mato Grosso do Sul instituiu a juruva (Baryphthengus ruficapillus) como ave símbolo dos domínios da Mata Atlântica no Estado. A medida foi oficializada com a sanção da Lei nº 6.563/2026 e representa um avanço na valorização da biodiversidade, além de reforçar políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento do turismo de natureza.
A legislação estabelece que o reconhecimento da espécie tem como objetivos promover a biodiversidade sul-mato-grossense, incentivar ações de educação ambiental, estimular o turismo de observação de aves e a pesquisa científica, além de ampliar a conscientização da população sobre a importância da preservação da Mata Atlântica e de seus habitats.
A escolha da juruva é resultado de um processo participativo que mobilizou instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil. A proposta foi apresentada pela Frente Parlamentar de Unidades de Conservação durante reunião realizada na Assembleia Legislativa em 27 de maio de 2025, data em que se celebra o Dia Nacional da Mata Atlântica. O resultado da consulta pública foi divulgado em 5 de junho, no Dia Mundial do Meio Ambiente.
A sanção da lei ocorre em um momento estratégico, logo após a realização da COP15 em Mato Grosso do Sul, reforçando o protagonismo do estado nas discussões globais sobre conservação da biodiversidade.
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul teve atuação desde a construção da proposta. Segundo Edson Moroni, gerente de Estruturação e Inovação da Oferta Turística da Fundtur, a iniciativa fortalece o posicionamento do estado no turismo de natureza. “A Fundação de Turismo participou ativamente desde o início da construção dessa iniciativa. Estamos felizes em ver esse passo se concretizando, fortalecendo a valorização da biodiversidade e do turismo de natureza no estado”.
Para o diretor de Desenvolvimento do Turismo da Fundtur MS, Geancarlo Merighi, a medida reforça o papel da gestão pública na consolidação do segmento. “A escolha da ave símbolo reforça a valorização da identidade local e o papel da gestão pública na consolidação do segmento de observação de aves como vetor de desenvolvimento sustentável”.
A nova legislação também prevê que o Poder Executivo poderá adotar medidas complementares para promover a imagem da espécie em campanhas educativas, materiais institucionais e eventos ambientais.
Para Ana Luzia Abrão, gestora da RPPN Ernesto Vargas Baptista, localizada no município de Eldorado, a aprovação reflete o esforço coletivo de diferentes atores. “Essa aprovação mostra a união de diversas instituições em prol da valorização de uma espécie emblemática da nossa fauna. Destaco o papel da Fundação de Turismo, das IGRs, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, do Imasul, das RPPNs, das prefeituras e das organizações locais”.
Na avaliação de José Lucas, operador turístico e executivo da Instância de Governança Vale das Águas, a iniciativa representa um marco para o setor. “Essa ação foi fundamental para valorizar o segmento de turismo de observação de aves. Houve uma mobilização importante de diversos atores, e entendemos que fortalecer esse segmento é estratégico para o desenvolvimento sustentável do território”.
A iniciativa também se conecta a ações estruturantes já em andamento. Recentemente, a Fundação de Turismo, em parceria com a IGR Vale das Águas e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), lançou uma rota de observação de aves em Unidades de Conservação da Mata Atlântica, ampliando as oportunidades para o aviturismo na região.
Mata Atlântica em MS
Mato Grosso do Sul possui cerca de 6,3 milhões de hectares inseridos no bioma Mata Atlântica, abrigando a maior área contínua preservada desse bioma no interior do Brasil. Desse total, mais de 1 milhão de hectares estão em unidades de conservação, como o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, além de reservas particulares e áreas municipais protegidas.
A Juruva é uma espécie típica da Mata Atlântica e conhecida por sua beleza singular, comportamento discreto e importância ecológica, sendo considerada um importante indicador da qualidade ambiental dos ecossistemas florestais.
Com a instituição da juruva como ave símbolo, o estado reforça seu posicionamento como destino estratégico para o turismo de natureza, integrando conservação ambiental, pesquisa científica, educação e desenvolvimento econômico.
Débora Bordin, Comunicação Fundtur MS *com informação da Gerência de Estruturação e Inovação da Oferta Turística Foto destaque: Geancarlo Merighi Internas: divulgação @visitmsoficial e Leonardo Casadei
Publicação reúne pesquisa realizada no Rio de Janeiro, São Paulo e Piauí. Fotos: Laryssa Lomenha / JUVRio
A Secretaria Municipal de Juventude do Rio de Janeiro (JUVRio), a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) e a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) lançaram nesta terça-feira (31/3), no auditório do Museu de Arte do Rio, o livro “Vulnerabilidades e resistências entre as juventudes brasileiras em contextos de desigualdades”. A obra apresenta uma pesquisa inédita que traça um panorama atual das experiências de jovens dos estados do Rio de Janeiro, Piauí e São Paulo, em um cenário marcado por profundas desigualdades sociais, agravadas pelos impactos da pandemia de Covid-19. Estiveram presentes 50 jovens dos Espaços da Juventude de Campo Grande, Jacarezinho e Madureira.
Resultado de um amplo trabalho de campo, o livro reúne análises de especialistas e relatos de jovens que vivem em contextos urbanos e rurais, abordando temas como educação, inserção no mercado de trabalho, violências, territorialidade e expectativas em relação ao futuro. A publicação busca contribuir para o debate público e oferecer subsídios para a formulação de políticas mais sensíveis às realidades juvenis no Brasil.
Com abordagem qualitativa, que considera recortes de raça, gênero, classe e território, o estudo ouviu diretamente jovens de diferentes perfis sociais. Além de evidenciar as vulnerabilidades que marcam suas trajetórias, a pesquisa destaca iniciativas de resistência, adaptação e reinvenção protagonizadas pelas próprias juventudes.
– Esse livro tocou no meu coração porque a nossa realidade não é fácil, mas nós queremos muito. E a JUVRio tem nos proporcionado ir além, com oportunidade de falar, se expressar e vencer na vida -, disse Patrick Mendes, estudante do Espaço da Juventude de Campo Grande.
Estudo das juventudes locais
A pesquisa foi desenvolvida a partir da realização de 22 grupos focais, com jovens vinculados a diferentes organizações, coletivos e movimentos sociais, tanto do campo quanto da cidade, nos três estados analisados. O objetivo foi compreender percepções sobre a vida cotidiana, oportunidades, desafios e estratégias construídas para enfrentar desigualdades estruturais.
No Rio de Janeiro, o estudo contou com parceria entre Flacso Brasil e a Secretaria Municipal da Juventude Carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O órgão é responsável pela formulação e implementação de políticas públicas voltadas à juventude carioca por meio de iniciativas reconhecidas internacionalmente como o projeto Pacto pela Juventude, os Espaços da Juventude e as Casas da Juventude. A partir de um mapeamento territorial, foram selecionadas áreas como Rocinha, Babilônia, Tabajaras, Cidade de Deus, Gardênia e Vidigal.
– No Rio de Janeiro, a gente trabalha com a convicção de que não existe política pública eficiente sem ouvir os jovens. Essa pesquisa reforça que a juventude enfrenta desafios enormes ao mesmo tempo em que busca construir soluções e caminhos viáveis dentro de suas realidades. Existem múltiplas realidades que precisam ser consideradas e a criação de políticas públicas estratégicas a partir da perspectiva desse grupo muda tudo. É esse olhar que orienta o trabalho da JUVRio -, destaca a Secretária da Juventude Carioca, Gabriella Rodrigues.
Juventude no pós-pandemia
O livro é fruto de resultados do estudo “Trajetórias/práticas juvenis em tempos de pandemia de Covid-19”, coordenado pela Flacso Brasil, com a participação de instituições brasileiras e da América Latina. A pesquisa evidenciou como as medidas de contenção da pandemia impactaram profundamente as trajetórias juvenis, exigindo reorganização da vida escolar, profissional e social.
Os dados mostram que a pandemia aprofundou desigualdades já existentes nas áreas de educação, trabalho, saúde, moradia e segurança, afetando de forma significativa jovens em contextos mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, o estudo revela como esses jovens desenvolveram estratégias de sobrevivência, novas formas de organização e mecanismos de resistência diante das adversidades.
– Esse é um livro feito por muitas mãos, inclusive dos próprios jovens e pesquisadores. É uma mostra de que é possível essa união. Essa é uma área que exige muito trabalho intersetorial e cada um destes territórios representa uma realidade das juventudes aqui presentes. É um momento de síntese de uma pesquisa que estamos construindo através dos anos. E o livro nasce do desejo de compreender como os jovens brasileiros estão vivendo e se comportando em um período histórico marcado pela superação dos estragos causados pela pandemia, pela transformação do mundo do trabalho e das tensões nos territórios -, disse a Diretora da Flacso Brasil, Rita Potyguara.
Diante dessas transformações ainda pouco compreendidas no cenário pós-pandemia, a publicação reforça a importância de ampliar pesquisas e políticas voltadas às juventudes brasileiras, considerando suas múltiplas realidades e potencialidades.
Organizado nos eixos Trabalho, Educação, Violências, Territorialidade e Tempo, o livro articula análises acadêmicas e narrativas juvenis, revelando trajetórias marcadas por desigualdades históricas, mas também por criatividade e capacidade de reinvenção.
A OEI, organismo internacional fundado em 1949, atua no fortalecimento de políticas públicas nas áreas de educação, ciência, cultura e direitos humanos nos países ibero-americanos, tendo a juventude como eixo estratégico de suas ações. Por meio de iniciativas voltadas à inclusão educacional, participação social e apoio a políticas de juventude, a organização reconhece os jovens como protagonistas do desenvolvimento sustentável e da democracia.
– Os dados da pesquisa evidenciam desafios estruturais importantes: apenas 26% dos jovens ouvidos possuem alguma atividade remunerada, e mais da metade está na informalidade. Ao mesmo tempo, vemos uma juventude majoritariamente oriunda da escola pública e marcada por desigualdades históricas, mas que demonstra enorme capacidade de adaptação e resistência. Para a OEI, esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas mais integradas, que reconheçam os jovens como protagonistas do desenvolvimento -, Rodrigo Rossi, Diretor e Chefe da OEI no Brasil.
Para acessar o livro “Vulnerabilidades e resistências entre as juventudes brasileiras em contextos de desigualdades”, acesse o link disponível nas redes sociais da Secretaria: www.instagram.com/juvrio.
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1 de abril de 2026
Marcações: desigualdade Espaços da Juventude vulnerabilidade
Durante o feriado prolongado da Semana Santa e Páscoa, as praças e parques de Campo Grande se consolidam como uma das principais opções de lazer para quem permanece na cidade. Abertos normalmente neste período, os espaços públicos oferecem estrutura, segurança e contato com a natureza sendo um convite para desacelerar e aproveitar o tempo em família sem custo.
Para muitas famílias, como a da dona de casa Stefany Nascimento, de 29 anos, esses locais são mais do que uma alternativa: são parte da rotina e da adaptação a uma nova cidade. Moradora da região central há cerca de sete meses, ela veio do Rio de Janeiro e encontrou em Campo Grande uma realidade que ainda a surpreende.
Imagem da dona de casa Stefany Nascimento, de 29 anos.
Mãe de três crianças, Isabela, de 6 anos, Pablo, de 11, e o pequeno Josué, de 2, Stefany transformou a Praça Belmar Fidalgo em ponto de encontro com os filhos e também em espaço de cuidado pessoal.
“Vai ser muito útil ter as praças abertas, principalmente aqui no Belmar, porque eu moro no centro e fica perto para trazer eles. Enquanto eles brincam, eu consigo me exercitar, e isso é muito bom”, conta.
Entre capitais, uma diferença que se sente no dia a dia
A presença de áreas verdes acessíveis foi um dos aspectos que mais chamaram a atenção dela na mudança de cidade.
“Eu vim do Rio de Janeiro tem uns sete meses e uma das coisas que mais me deixou feliz foram as árvores e as praças. Lá não é tão fácil ver isso. Eu precisava andar muito para levar eles em uma pracinha ou área verde. Aqui, em quase toda esquina, eu encontro um espaço assim”, relata.
Com o marido trabalhando durante o feriado e as crianças sem aula, o planejamento já está definido: aproveitar o tempo ao ar livre com simplicidade e organização.
“Eu vou me programar pra trazer lanchinho, bola e as coisas pra eles brincarem. A gente aproveita o ar fresco e ainda consegue um lazer econômico com as crianças”, diz.
Imagem das crianças Isabela e Pablo.
Aberto ao público
Assim como Stefany, milhares de campo-grandenses e visitantes poderão aproveitar os espaços públicos da Capital, que permanecem abertos durante todo o feriado, das 6h às 21h. Ao todo, a Funesp dispõe de 34 espaços entre parques e praças que a população pode aproveitar neste feriado prolongado.
Entre as opções estão o Parque Elias Gadia, o Parque Ayrton Senna, a Praça Belmar Fidalgo e o Parque Jacques da Luz.
Além de incentivarem a prática de atividades físicas, os parques e praças também fortalecem o convívio social e ganham ainda mais significado em datas como a Semana Santa e a Páscoa, tradicionalmente voltadas à convivência familiar, reflexão e descanso.
A orientação é que a população utilize os espaços com responsabilidade, respeitando as regras de convivência e contribuindo para a preservação desses ambientes públicos.
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