AO VIVO

EBC instala antena de TV 3.0 na Torre de TV, em Brasília

Por MRNews

A montagem da primeira estação experimental da TV 3.0, em Brasília, teve início nesta segunda-feira (3) com a instalação de uma antena na Torre de TV, na parte da estrutura da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

No local, estão sendo preparadas as infraestruturas de transmissão para testar a nova tecnologia, antes de ser expandida para o restante do país.

No içamento da antena para o alto da Torre de TV, o presidente da EBC, André Basbaum, afirmou que a empresa, como parte da comunicação pública, faz parte desse processo de evolução e atua de forma contínua no processo desde a assinatura do decreto presidencial até a articulação técnica com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Devotos presenteiam Iemanjá em série de homenagens no Rio de Janeiro

“Brasil é maior que golpistas”, diz Lula na abertura do ano Judiciário

“Nós estamos aqui voando para a TV do futuro, com uma tecnologia nova, um bem para o povo brasileiro, um serviço novo”, ressaltou André Basbaum.

A TV 3.0 é a evolução da TV digital, iniciada em 2007, e combina transmissão aberta com serviços de internet.

O diretor de Radiodifusão Privada do Ministério das Comunicações (MCom), Nelson Neto, destacou que o avanço permitirá à população desfrutar de imagens e áudio com qualidade superior e recursos avançados de interatividade típicos das plataformas digitais. 

“Teremos um ganho de imagem com qualidade de até 8k, teremos melhor qualidade de som, o imersivo, e a população brasileira vai ter uma nova forma de fazer suas compras por meio da televisão 3.0, a publicidade vai ser diferente. A população brasileira, de forma geral, estará mais próxima das informações”, disse o diretor do MCom.

Novas regras de segurança do Pix entram em vigor; veja mudanças

Cármen Lúcia será relatora de Código de Ética do STF, anuncia Fachin

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Comunicação pública

Em janeiro, o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired)​​, presidido pela Anatel, autorizou a EBC e a Câmara dos Deputados a transmitirem, de forma contínua, as programações da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e da Rede Legislativa, daqui a alguns meses, a partir de duas estações de teste, uma em Brasília e outra em São Paulo.

As emissoras públicas geridas pela EBC são a TV Brasil, o Canal Gov e o Canal Educação.

Primeira estação de TV 3.0 (detalhe da antena branca), estrutura responsável por veicular as programações da EBC e da Rede Legislativa – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

De acordo com o presidente da EBC, André Basbaum, a participação da comunicação pública no nascedouro do projeto da TV 3.0 representa uma oportunidade de ampliar o acesso à informação e promover a inclusão digital.

“É a televisão do futuro, que une a radiodifusão à internet e amplia a experiência dos usuários no consumo do audiovisual na televisão. A EBC tem uma participação fundamental e pioneira na origem do processo”, afirmou.

André Basbaum também defendeu o papel do jornalismo profissional na comunicação. “Hoje, a comunicação é muito central na vida das pessoas, dos governos, das empresas, das instituições. E nós, jornalistas profissionais, temos que ter ainda mais rigor na técnica, na checagem da informação, porque nós vamos ser muito mais importantes do que já fomos e do que somos. E uma televisão pública, como a TV Brasil, uma empresa pública, como a EBC, precisam ter o jornalismo como frente, testa, olhos e farol desse processo”, ressaltou.

Para o diretor-geral da EBC, David Butter, a montagem da primeira estação experimental da TV 3.0 representa a chegada da comunicação pública para implantar o tipo de televisão que permite mais possibilidades para quem produz conteúdo e para o público.

“Esse marco coloca a comunicação pública onde ela deve estar, à frente da inovação, na frente dos esforços de comunicação, de integração com tecnologia. Nesse contexto, a comunicação pública da EBC é representante, faz parte e tem uma responsabilidade ainda maior. Isto porque seus valores estão ancorados nos valores de cidadania que são a defesa de direitos e os esclarecimentos à população”, afirmou.

Gerente de Projetos William Zambelli (E); presidente da EBC, André Basbaum (C), diretor do MCom, Nelson Alves (C), e o conselheiro da Anatel Octavio Penna (D), durante montagem da primeira estação de TV 3.0 – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Processo

A estação experimental da TV 3.0 operará em canal de 6 Mhz e integra o cronograma nacional de implantação do novo padrão da TV digital. Sua implantação gradativa é gerenciada pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired)​​.

Para que a nova tecnologia saia do laboratório e estações-teste e, enfim, chegue às salas dos cidadãos, o presidente do Gired, conselheiro da Anatel Octavio Pieranti explica que a estação experimental de Brasília será usada para teste da tecnologia de última geração e medição da qualidade do sinal por todas as emissoras de televisão comerciais e públicas da capital federal, em um ambiente colaborativo.

“O Gired está implantando estações teste da TV 3.0, que depois vão ser colocadas no nosso sistema de transmissão comercial e diária. Quando for concluída essa fase e marcada a data para inauguração da TV 3.0 no Brasil, essas emissoras vão funcionar normalmente, como qualquer outra”, detalhou Pieranti.

A agenda e implantação da TV 3.0 no Brasil não está totalmente definida pelo governo federal. A expectativa é de que a tecnologia entre no ar em junho deste ano, a tempo da Copa do Mundo de Futebol.

Televisão do futuro

O presidente do Gired, Octavio Penna Pieranti, explica que a evolução da TV 3.0 se dará por meio da interação de aplicativos diretamente no televisor,  substituindo os canais numéricos tradicionais, e pela transmissão de dados adicionais, além de acesso a plataformas de serviços públicos diretamente pela televisão.

“Quem tiver acesso à internet, terá a possibilidade de interagir com diversos conteúdos, de baixar determinados conteúdos fora da grade de programação normal e de acessar plataforma de serviços públicos do governo federal e, depois, com parceiros estaduais e municipais. Também traz uma inovação significativa na relação entre telespectador e seu aparelho de televisão”, resumiu.

A TV 3.0 foi projetada para ser híbrida, unindo o sinal de radiodifusão à internet. Por isso, quem não tiver acesso à internet continuará sintonizando os canais abertos, por meio do sinal digital. Os dois sistemas vão funcionar simultaneamente.

O Ministério das Comunicações esclarece que nenhum brasileiro será prejudicado com a implantação da TV 3.0 e que nenhum cidadão precisará trocar de TV imediatamente. 

O diretor de Radiodifusão Privada do MCom, Nelson Neto, disse que o governo federal quer garantir acesso democrático e acessível à nova tecnologia.

Entenda como o modelo 3.0 vai funcionar na prática.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *