Agência Minas Gerais | Cemig desmistifica conceitos populares sobre energia utilizados forma incorreta no dia a dia

Mesmo presente no cotidiano, muitos conceitos relacionados ao fornecimento da energia elétrica ainda geram dúvidasPara orientar a população, a Cemig esclarece cinco conceitos populares que costumam ser interpretados de maneira equivocada.

Diferença entre pique e pico de energia

Apesar de serem usados como sinônimos no dia a dia, pique e pico são fenômenos diferentes dentro da rede elétrica. O pico de energia ocorre quando há um aumento muito rápido da tensão, algo que pode acontecer em variações momentâneas do sistema causadas, por exemplo, por uma descarga atmosférica ou na entrada súbita de grandes cargas.

Já o pique é o contrário: uma queda rápida e brusca da tensão, normalmente provocada por contatos momentâneos de galhos com a rede, ventos fortes que balançam os cabos ou curto-circuito instantâneos. O pico de energia pode durar alguns milésimos de segundos. Já o pique pode durar até alguns segundos, sendo um mecanismo automático de proteção da rede, e condição necessária para garantir o restabelecimento da energia com segurança.

Pique de luz não é vilão

O pique de luz não é um defeito. Ele é a resposta automática da rede quando ocorre um contato momentâneo ou uma falha transitória (temporária), como o toque de um galho em dia de vento ou tempestade. Nesses casos, a tensão cai rapidamente por milésimos de segundo e os equipamentos de proteção atuam para evitar danos permanentes. É nesse momento que o religamento automático entra em ação, desarmando e rearmando a rede em sequência para eliminar o defeito e restabelecer o fornecimento com segurança.

Em vez de causar longas interrupções, o sistema isola o problema, permite que o objeto estranho se afaste e restabelece a energia quase imediatamente, preservando a estrutura elétrica e garantindo a continuidade para os clientes.

Sinais do semáforos em flash não significam falta de energia

Os sinais em “flash” observados em alguns pontos não significam interrupção no fornecimento de energia. Essas situações acontecem quando ocorrem uma falha nos equipamentos eletrônicos que controlam os sinais de trânsito, levando o semáforo a entrar no modo “flash’, para alertar os motoristas da condição de atenção.

Oscilações na rede elétrica também podem provocar o travamento do equipamento que executa a lógica de controle de sinalização dos semáforos. Em algumas regiões, essas oscilações podem afetar temporariamente o funcionamento de semáforos e outros equipamentos de tráfego, mesmo sem haver desligamento da rede elétrica. Nesses casos, a verificação da sincronia dos dispositivos é responsabilidade do órgão gestor do trânsito, que deve ser acionado pela população.

Falta de energia x apagão

No dia a dia, é comum que interrupções localizadas sejam chamadas de apagão, mas tecnicamente os dois termos se referem a situações distintas. A falta de energia ocorre quando há um defeito pontual, como queda de árvore, colisão de um veículo com poste, manutenção programada ou falha em um trecho específico da rede.

Já o apagão é um evento sistêmico, que afeta áreas muito amplas, podendo atingir diversos municípios ou até estados, e envolve o Sistema Interligado Nacional (SIN). Assim, a grande maioria das ocorrências cotidianas não pode ser classificada como apagão, apesar do uso popular do termo.

Diferença entre 110 V e 220 V

No Brasil, são utilizados dois padrões: 127 volts (popularmente chamados de 110 V) e 220 volts. Ambos são seguros e fazem parte da distribuição normal. A diferença entre eles não está na força da energia nem na potência entregue ao consumidor. Um aparelho projetado para funcionar em 127 V e o mesmo modelo desenvolvido para operar em 220 V terá exatamente a mesma potência e, portanto, consomem a mesma quantidade de energia quando ligados.

O que muda é apenas a corrente elétrica necessária. No sistema 220 V, a corrente é menor para alimentar o mesmo equipamento; no sistema 127 V, ela é maior. Isso não altera o consumo: se o aparelho tem potência de 1.000 W, ele consumirá 1.000 W em qualquer uma das duas tensões. 

Equipes da Comlurb realizam pré-limpeza para o Réveillon 2026 no Rio – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Companhia vai disponibilizar a maior quantidade de contêineres para o descarte correto do lixo. Foto: Marcelo Cortes/Comlurb

As equipes da Comlurb estão trabalhando em todos os pontos oficiais do Réveillon 2026, nesta quarta-feira (31/12), com a operação de pré-limpeza para a maior festa de virada de ano do mundo.

Em Copacabana, a operação especial conta com ações em toda a extensão da Av. Atlântica, incluindo o calçadão dos prédios, as pistas e as vias de acesso, desde as primeiras horas da manhã, com um total de 700 garis e reforço de equipamentos. Já a partir das 20h ocorre a manutenção do serviço. A limpeza após o evento começa ainda na madrugada para que a Comlurb entregue o quanto antes as vias e as calçadas limpas no primeiro dia do ano de 2026, com tudo lavado e desodorizado para a liberação das pistas. São 2.000 contêineres de 240 litros e outros 500 de grande porte (1.200l), distribuídos em toda a orla de Copacabana e pontos de acesso à festa.

O presidente da Comlurb, Jorge Arraes, esteve em Copacabana nesta manhã e falou sobre o serviço de pré-limpeza da Companhia:

– Hoje nós estamos fazendo a pré-limpeza, incremento da Operação Réveillon, que segue durante toda a noite e e após os shows, até que a praia esteja toda limpa. A pré-limpeza é a última organização de limpeza para o Réveillon -, afirmou Arraes.

O gari Pedro Paulo Rodrigues da Silva tem 40 anos de Companhia e há 12 participa das operações de Réveillon:

– Eu faço a coordenação das varredeiras, que ajudam muito na limpeza da praia. É muito bacana trabalhar no Réveillon. Nossa missão é deixar tudo limpo para que todos possam curtir a passagem de ano com tranquilidade -, disse.

A megaoperação especial de limpeza para o Réveillon 2026 na cidade terá um total de 5.260 garis, distribuídos em todos os pontos de festejo. A quantidade de contêineres será a maior de todos os tempos. A aposta da Companhia é que o público faça o descarte correto dos resíduos, o que vai facilitar o trabalho dos garis e agilizar a limpeza e o tempo de entrega pós o evento. A Comlurb também fará a maior operação de limpeza hidráulica das vias já realizada na cidade, com 26 pipas d´água e 26 motobombas com sistema de alta pressão.

Serão 6.000 contêineres de 240l e mais 1.000 de grande porte, de 1.200l, totalizando 7.000 em todos os pontos de festa. Os trabalhos serão realizados com o apoio de 440 veículos e equipamentos, entre caminhões compactadores e basculantes, varredeiras, pipas d ‘água para lavagem das vias com água de reuso, pás mecânicas e tratores de praia.

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  • 31 de dezembro de 2025
  • Marcações: garis limpeza lixo praias pré-limpeza Réveillon

    Defesa de Bolsonaro apresenta novo pedido de domiciliar ao STF

    Por MRNews

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou na tarde desta quarta-feira (31), um novo pedido para prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O novo requerimento foi encaminhado ao ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes, que analisará os documentos.

    No novo pedido, os advogados de defesa alegam que as condições de saúde do ex-presidente podem ser agravadas no cumprimento do regime fechado. Por isso, solicitam a substituição da prisão por regime domiciliar.

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    “A permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde, o que não encontra amparo nos princípios da dignidade da pessoa humana, da humanidade da pena e do direito fundamental à saúde”, detalha o requerimento.

    Em outro trecho, a defesa alega que “a execução penal não pode — nem deve — converter-se em instrumento de exposição indevida do apenado a riscos médicos relevantes e evitáveis”.

    A defesa ainda citou a prisão domiciliar que foi concedida ao também ex-presidente Fernando Collor de Mello. “Naquela oportunidade, ficaram comprovadas comorbidades relevantes, entre elas apneia do sono grave com uso obrigatório de CPAP, somadas à idade avançada e à necessidade de tratamento médico contínuo”, diz o texto, em referência ao ex-presidente Collor.

    Possibilidade de alta

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    Em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira, os médicos confirmaram que a previsão de alta do ex-presidente está mantida para esta quinta-feira (1º). Após a alta, Bolsonaro deve retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde novembro após condenação.

    Desde a véspera do Natal, Jair Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília. Ele passou por cirurgias recentes para correção de uma hérnia inguinal bilateral e para tentar conter crises persistentes de soluços.

    Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão decorrente de sua condenação por coordenar a trama de golpe de Estado.

    A defesa ainda citou a prisão domiciliar que foi concedida ao também ex-presidente Fernando Collor “ainda que se tratasse de condenado ao cumprimento de pena em regime inicial fechado.”

    Terceiro pedido

    Este é o terceiro pedido semelhante em pouco mais de um mês. Os pedidos anteriores (em 22 de novembro e 19 de dezembro) foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, que citou o risco de fuga e a garantia de que o ex-presidente já possui acesso total a cuidados médicos na prisão.

    No entanto, a petição protocolada no último dia do ano diz que se trata de circunstância nova, devidamente comprovada por documentos médicos.

    O advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, relatou os riscos à saúde enfrentados por seu cliente, a partir de relatório médico que ele relata ter tido acesso. Em publicação em rede social, ele lista os possíveis riscos de agravamento do estado atual, se faltarem os cuidados adequados.

    “Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas relacionadas ou o agravamento das condições clínicas descritas, poderá causar o risco de incidência de sérias complicações, incluindo pneumonia broncoaspirativa e insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, risco de queda com traumatismos múltiplos, especialmente traumatismo crânio encefálico, piora da insuficiência renal por desidratação ou hipertensão não controlada, crises hipertensivas, risco de declínio funcional e outras condições imprevisíveis, associadas às demais comorbidades relatadas”, publicou.